• Adriana Valadares

Após morte de operário em Brumadinho, MPMG investiga atividades da Vale

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) vai abrir inquérito para investigar as atividades da Vale em área próxima à Barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, estrutura que se rompeu em 2019, matando 270 pessoas.

A medida foi tomada após a morte de um operário da mineradora que trabalhava no local. O acidente aconteceu nessa sexta-feira (18). O talude da cava onde fica a barragem se desprendeu, soterrando Júlio César de Oliveira Cordeiro, de 34 anos, que trabalhava em uma retroescavadeira. O Ministério Público informou ainda que "vem acompanhando as investigações policiais conduzidas pela Polícia Civil acerca de possível responsabilidade criminal". Neste sábado (19), a prefeitura de Brumadinho suspendeu, por meio de decreto, o alvará de funcionamento e localização da mineradora Vale e de suas terceirizadas no município. A medida, publicada em uma edição extra do Diário Oficial da cidade, foi tomada depois que o operário morreu em um soterramento na mina do Córrego do Feijão. De acordo com o Corpo de Bombeiros, um talude desmoronou perto do local do rompimento da barragem B1, que deixou 270 vítimas no ano passado, entre mortos e desaparecidos. Segundo a prefeitura, a suspensão é válida por sete dias ou até que fatos sejam esclarecidos e a segurança dos trabalhadores esteja garantida. De acordo com o Executivo, o decreto não afeta as obras da adutora no Rio Paraopeba nem as operações de buscas do Corpo de Bombeiros pelas 11 vítimas desaparecidas do rompimento da barragem. Por meio de nota, a mineradora disse que "imediatamente após o acidente, a Vale paralisou suas atividades em Córrego do Feijão. A empresa segue apoiando as autoridades na apuração das causas e seguirá mantendo diálogo permanente com os órgãos públicos competentes."


Soterramento

O soterramento aconteceu durante a tarde e equipes do Corpo de Bombeiros, que atuavam próximo na operação de buscas da tragédia da Vale, começaram imediatamente a tentativa de resgate do operador de retroescavadeira.

O homem era empregado de uma empresa terceirizada. O corpo foi resgatado durante a noite dentro da cabine da máquina, que foi destruída com o peso da terra de das pedras de minério.

De acordo com os bombeiros, o acidente foi em uma área de descarte de material. No local, não há operações de busca por desaparecidos da tragédia.

Em nota, a Vale confirmou que houve um deslizamento de terra em talude na cava desativada da mina. A empresa disse que o trabalhador "realizava atividades de manutenção" no local. Leia na íntegra:

"A Vale lamenta profundamente o falecimento de um empregado da empresa contratada Vale Verde na tarde desta sexta-feira (18/12) na mina Córrego do Feijão e se solidariza com seus familiares e colegas de trabalho. O trabalhador estava em uma escavadeira e realizava atividades de manutenção quando foi atingido por um deslizamento de terra de talude da cava paralisada. A Vale, juntamente com a empresa contratada, dará apoio aos familiares do empregado. As empresas estão apoiando as autoridades no atendimento ao caso e na apuração das causas do acidente. As atividades de manutenção no local serão suspensas para novos estudos e avaliações das condições de segurança."



Operário morre sor terrado após talude desmoronar — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação

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