• Adriana Valadares

Aulas da educação infantil na rede municipal de BH voltam no dia 3 de maio

As aulas presenciais da educação infantil na rede municipal de ensino de Belo Horizonte serão retomadas no dia 3 de maio. As escolas particulares estão autorizadas a receber os alunos já a partir da próxima segunda-feira, dia 26 de abril.

As instituições municipais também vão reabrir no dia 26, mas apenas para atividades internas. Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SMED), os primeiros dias, sem as crianças, serão dedicados a ações de organização dos grupos de trabalho, recepção dos professores e análise da adesão ao retorno presencial da comunidade atendida. Os trabalhadores da educação também deverão entrar em contato com as famílias para informar sobre a organização de cada grupo de crianças e os dias e horários de atendimento. Eles também deverão trabalhar a conscientização "para viabilizar a segurança necessária no retorno com as crianças" na primeira segunda-feira de maio.

A retomada das aulas presenciais para a educação infantil em Belo Horizonte foi anunciada pela prefeitura na segunda-feira (19), devido à queda dos índices de transmissão e óbitos por Covid-19 na capital. Foi considerado também que, entre crianças, a chance de adquirir e transmitir Covid-19 é menor.

De acordo com a SMED, o protocolo de retorno definitivo ainda será publicado nos próximos dias. Equipes técnicas vão se reunir com os diretores escolares nas próximas quinta-feira (22) e sexta-feira (23) para os ajustes finais.

"As atividades presenciais só poderão continuar caso os indicadores tornem possíveis tais práticas. Sendo assim, há uma possibilidade de recuo. A prefeitura reforça que a manutenção e continuidade do processo de flexibilização dependerá da estabilidade ou queda dos indicadores epidemiológicos e assistenciais", diz a pasta em nota.

Volta às aulas terá regras novas

Apesar de o protocolo oficial ainda não ter sido publicado, algumas regras já estão estabelecidas. Entre elas, estão tempo máximo de permanência de quatro horas e meia nas unidades, entrada e saída escalonadas, pias ou totens de higiene das mãos na porta, uso obrigatório de máscara (exceto para menores de 2 anos) e distância de 1,5 metro entre as mesas. Além disso, as turmas deverão ter, no máximo, sete alunos.

"Está definido em torno de seis a sete crianças por grupo, estamos chamando de 'bolhas' ou 'células'. É um professor para cada agrupamento de crianças. Essas crianças vão interagir entre si com um adulto, aquele professor ali, mas não vão interagir entre agrupamentos diferentes", explica a secretária municipal de Educação, Ângela Dalben.

Segundo a SMED, há professores em número suficiente para garantir o atendimento das crianças que retornam na primeira fase, considerando que, conforme as exigências de distanciamento colocadas no protocolo, haverá possibilidade de rodízio e alternância nos dias de atendimento em grupos menores.


A secretaria informou que algumas famílias já manifestaram que não vão aderir ao retorno presencial em um primeiro momento. Estes alunos vão permanecer com as atividades remotas. Professores que possuem comorbidades, com laudo atestado pela perícia médica, vão continuar em teletrabalho.


A prefeitura afirmou que investiu R$ 14 milhões para garantir a segurança de alunos e profissionais da educação no retorno às aulas presenciais. São cerca de 2 milhões de itens, como sabão, álcool, máscaras, termômetros, tapetes de higienização, entre outros. Nas escolas de educação infantil, foram feitas adequações na organização dos espaços.


"Para o cumprimento dos protocolos, além de produtos de limpeza, higiene e desinfecção, as escolas receberam pequenas alterações na rede hidráulica para, em alguns casos, aumentar o número de pias, além de novos bebedouros e outras obras físicas", informou a SMED em nota.




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