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Belo Horizonte segue sob alto risco geológico

A Defesa Civil emitiu novo alerta de risco geológico forte em todas as regionais da capital. Em entrevista coletiva, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse que a população deve ficar atenta para o surgimento de trincas e outros sinais que possam indicar risco de deslizamentos. A orientação do Executivo é que as pessoas deixem suas casas imediatamente nesses casos.

"O que temos que falar para a população: trincou, moveu, desconfiou, saia da casa. Nós temos hoje uma estrutura imediata de um auxílio pecuniário de R$ 500 que a gente paga", afirmou Kalil. A recomendação é que, em caso de sinais de deslizamentos, as famílias saiam de casa e solicitem vistoria. Segundo a prefeitura, se houver confirmação de risco, ela recebem R$ 500 de subsídio e, posteriormente, são inseridas em um programa de bolsa moradia. "Tivemos 1.388 chamados, só conseguimos atender 460, estamos com 400 pedidos em aberto. O que temos que falar para a população: saia de casa, a casa, se não acontecer nada, você volta para ela (...) Se protejam, porque depois a prefeitura vai dar todo o apoio que está estruturada para dar", disse. De acordo com Kalil, até o momento, Belo Horizonte não tem registros de desabrigados. Ele disse que a prefeitura trabalhou durante a seca para evitar impactos da chuva na cidade – 218 famílias foram retiradas de casa, e 400 contenções de encosta foram realizadas. "Se terminasse hoje, eu ia dizer que BH passou bem pela chuva. Mas ela não termina hoje. O risco geológico que nós temos é de mais pelo menos dez dias, segundo a Defesa Civil (...) Nós temos que pedir a Deus que pelo menos isso que é o imponderável da chuva, que Deus cuide dessa cidade", falou. O prefeito Alexandre Kalil e o vice-prefeito Fuad Nomam transferiram seus gabinetes para o Centro Integrado de Operações de Belo Horizonte (COP-BH), para fazer o acompanhamento em tempo real das chuvas, dos riscos hidrológicos e geológicos na cidade. Obras Segundo Kalil, a prefeitura está trabalhando em intervenções emergenciais e paliativas de tapa-buraco, mas tem R$ 150 milhões reservados para investir em obras de recapeamento na cidade após o fim das chuvas. Sobre as obras para contenção das chuvas na Avenida Tereza Cristina, o prefeito disse que a licitação está pronta para ser publicada, mas depende de aporte do governo do estado. Está prevista a construção de três bacias de contenção de cheias no Córrego Ferrugem. As bacias da Vila Itaú e Vila PTO serão feitas pelo município de Contagem, enquanto a bacia da Vila Esporte Clube e um parque linear serão de responsabilidade de Belo Horizonte. "Nós precisamos de R$ 90 milhões, é o orçamento da quinta bacia. Se o governo passar os R$ 70 milhões que disse que vai passar e não passou ainda, nós vamos inteirar os R$ 20 milhões que temos em caixa (...) Na hora que repassar o dinheiro, nós licitamos imediatamente", disse Kalil. Em nota, o governo de Minas afirmou que "será celebrado convênio para repasse de R$ 71 milhões para execução da bacia de contenção de cheia da Vila Esporte Clube, em Belo Horizonte". Segundo o estado, em reunião realizada no dia 19 de outubro, a prefeitura ficou responsável por finalizar a orçamentação, e o estado, por viabilizar aportes adicionais, tendo em vista o aumento dos custos de obra. "Na última semana as equipes da PBH concluíram a orçamentação para execução da bacia de detenção, porém, a formalização do convênio ainda depende da inserção completa da documentação por parte da prefeitura no Sistema de Gestão de Convênios do Estado (Sigcon). Quando houver a inserção de toda documentação obrigatória prevista pela legislação vigente e a análise técnica pelo Estado, será formalizado o Convênio e efetuado o repasse", afirmou o governo.

Foto: Adão de Souza/PBH

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