• Adriana Valadares

Bombeiros adotam nova técnica para agilizar vistoria dos rejeitos em Brumadinho

As buscas pelas últimas dez vítimas do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho, entram em uma nova fase a partir deste mês. Os bombeiros vão passar a usar novos maquinários, para agilizar o trabalho de vistorias dos rejeitos, uma vez que quase 2 anos e meio após a tragédia, cerca de 60% da lama da barragem ainda não foi inspecionada.

Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, a operação na Mina do Córrego do Feijão será dividida em quatro grandes estações. Duas começarão a funcionar ainda neste mês e as outras duas em agosto.

Nesses locais, começarão a trabalhar grandes máquinas, que são plataformas de separação de partículas. De acordo com o tenente, a grande diferença é que esse maquinário vai agilizar o trabalho de seleção dos rejeitos, onde há possibilidade de localização de corpos ou segmentos.

"Quando a gente tem que fazer essa vistoria de maneira geral, a gente acaba perdendo um tempo maior para vistoriar uma mesma quantidade, porque em cada porção de terra analisada, ela tem desde granulometrias maiores até as menores. Essa e estratégia que a gente está estabelecendo é com a máquina, que já faz essa pré-seleção”, disse. “Mas como a gente faz a vistoria no material que já está previamente separado, conforme tamanho dele, isso agiliza muito a questão da velocidade da vistoria, então a gente consegue vistoriar mais material, em um intervalo menor de tempo. E isso contribui para o avanço significativo das buscas", completou.

Os trabalhos estão na fase final de ajustes, antes da adoção da nova estratégia pelos bombeiros. Todo o custeio dos equipamentos será feito pela Vale, que é a responsável por arcar com os gastos da operação de buscas.

O rompimento da barragem em Brumadinho deixou 270 mortos, sendo que 260 corpos já foram encontrados. O mais recente foi identificado em maio deste ano. A vítima era o soldador Renato Eustáquio de Sousa, 31 anos, que constava como desaparecido desde o dia da tragédia.

Na semana passada, os militares acharam uma locomotiva que estava soterrada a mais de 15 metros de profundidade. A localização dessa máquina ajudará nos trabalhos de inteligência da corporação.




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