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Copasa nega que escassez hídrica no Rio das Velhas afeta o abastecimento e descarta racionamento

A declaração de situação crítica de escassez hídrica superficial no Rio das Velhas, no trecho entre Nova Lima, na Grande BH, e Presidente Juscelino, na Região Central do estado, não vai impactar o abastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte, segundo a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

A companhia afirmou também que não há previsão de racionamento de água na região neste ano. Nessa terça-feira (5), o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) publicou uma portaria que impõe redução de 20% do volume diário outorgado para as captações de água para abastecimento público na porção hidrográfica. No entanto, segundo o superintendente da unidade de negócio metropolitano da Copasa, Sérgio Neves Pacheco, desde julho deste ano a companhia já vem reduzindo a vazão captada no Rio das Velhas. "Essa condição foi permitida em função dos bons níveis dos reservatórios que a gente tinha no Paraopeba, em função de ações que a companhia fez ao longo de 2020 e complementadas pelas chuvas que aconteceram no início do ano. Esse déficit de vazão no Velhas foi compensado pelo aumento de produção no Paraopeba, dessa maneira não houve impacto com relação ao abastecimento", afirmou.

"Então, a portaria não impacta diretamente com relação à produção do sistema metropolitano, haja vista que nós já estamos praticando essa redução de 20%", completou Pacheco. De acordo com o diretor de operação da Copasa, Guilherme Frasson, não há previsão de racionamento de água na Região Metropolitana de Belo Horizonte em 2021. Ele disse, no entanto, que localidades mais periféricas no entorno da capital têm passado por intermitências no abastecimento.

"Nós não estamos vendo cenário para este ano de hipótese de racionamento. Já estamos na iminência de chuvas, tivemos chuvas recentemente na Região Metropolitana. As questões mais críticas são regiões mais no entorno de Belo Horizonte, regiões mais periféricas, principalmente onde temos opção irregular. Temos excesso de consumo, e a distribuição não fica homogênea. Isso dificulta e gera uma certa intermitência", disse Frasson.

No estado como um todo, cinco cidades abastecidas pela Copasa estão em racionamento de água atualmente: Bugre e Campanário, na Região do Rio Doce; Frutal, no Triângulo; Rubim, no Vale do Jequitinhonha; e Dores do Indaiá, na Região Centro-Oeste.

Nova captação no Paraopeba

Prevista para ser entregue em setembro de 2020, a nova estação de captação de água no rio Paraopeba, afetado pela lama da barragem da Vale, que se rompeu em Brumadinho em 2019, vai operar com carga máxima até o final do ano, segundo o diretor de operação da Copasa, Guilherme Frasson.

"Até o final do ano, vamos estar com o sistema do Paraopeba operando com sua carga máxima de 5 metros cúbicos, o que representa alguma coisa de 33% da produção da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso vai permitir a gente ter uma maior tranquilidade em termos de segurança hídrica, porque os nossos reservatórios, mesmo com uma estiagem mais intensa no próximo ano, poderão ser preservados", afirmou.

Escassez hídrica No período chuvoso de 2020/2021, apenas em outubro do ano passado e fevereiro deste ano Minas Gerais teve precipitação acima da média esperada.

"Isso trouxe todo o reflexo da situação hídrica que nós vivemos no estado. A gente observa que não houve, em nenhum lugar do estado, chuvas acima do esperado para o período chuvoso 2020/2021, com algumas poucas regiões em que estivemos próximos da média", disse o diretor-geral do Igam, Marcelo Fonseca.


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