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CPI define deputados que vão apurar suspeita de 'fura-fila' em vacinação no governo de Minas

Foram definidos os deputados que vão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) responsável por apurar possíveis irregularidades na vacinação de servidores da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG).

Os parlamentares vão apurar também o baixo investimento em ampliação de leitos para o enfrentamento da pandemia e se o governo cumpriu o investimento mínimo exigido em saúde, de 12% da arrecadação de impostos. Os membros efetivos do bloco independente serão os deputados João Vitor Xavier (Cidadania), presidente da Comissão de Saúde; Sávio Souza Cruz (MDB), que já foi secretário estadual de Saúde; Cássio Soares (PSD) e Rafael Martins (PSD). Os suplentes serão Doutor Paulo (Patriota), Sargento Rodrigues (PTB), Carlos Pimenta (PDT) e Hely Tarqüínio (PV), respectivamente. O bloco governista indicou os deputados Roberto Andrade (Avante) e Noraldino Júnior (PSC). Os suplentes serão, respectivamente, os deputados Guilherme da Cunha (Novo) e Zé Guilherme (PP). Já o bloco da oposição terá o deputado Ulysses Gomes (PT), que propôs a formação da CPI. O suplente será o deputado Cristiano Silveira (PT). A primeira reunião da CPI será realizada já nesta quinta-feira (18), para a escolha do presidente e do vice-presidente da comissão. Os trabalhos deverão ser concluídos em 120 dias. Na semana passada, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais recebeu a lista com os nomes de 828 servidores vacinados contra a Covid-19. Um levantamento mostrou que 464 deles não estão no Portal da Transparência do governo de Minas. Desses, 120 não estão nem no registro da empresa que presta serviço ao estado, a MGS, e têm origem desconhecida. De acordo com o deputado Ulysses Gomes, assim que os trabalhos da CPI forem iniciados, será solicitada a apresentação de uma nova lista dos servidores vacinados, com informações sobre o vínculo, o local físico de trabalho e a função laborativa de cada um. Aqueles que comprovadamente tiverem furado fila na vacinação podem ser exonerados e responder pelo crime de improbidade administrativa.



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