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Custo com alimentação em BH já consome 55,33% do salário mínimo, segundo Dieese

O custo médio da cesta básica aumentou 2,45% em Belo Horizonte em agosto, em comparação com o mês anterior e chegou a R$ 562,95. De acordo com o levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o reajuste na capital mineira foi o segundo maior do país, ficando atrás somente de Campo Grande, que teve alta 3,84% no último mês. No acumulado do ano, os gastos com alimentação em BH já acumulam crescimento de 17,75%.

Ainda segundo o Dieese, na capital, o preço da cesta básica já chega a consumir 55,33% dos ganhos mensais das famílias com renda de um salário mínimo. Com base nisso, de acordo com o Dieese, a renda mínima para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 5.583,90, valor que corresponde a 5,08 vezes o piso nacional vigente, de R$ 1.100,00.

Para se ter uma ideia, segundo a entidade, em Belo Horizonte, para conseguir pagar a cesta, um trabalhador precisaria trabalhar por 112 horas e 35 minutos.


Aumentos. Entre os produtos que ajudaram a puxar a alta no custo da cesta básica em BH está a batata (33,09%), a banana (25,63%), o café em pó (9,86%), o açúcar cristal (5,61%) e a farinha de trigo (1,82%). De acordo com o estudo, a seca e as geadas dos últimos meses ainda não tiveram impacto nos últimos aumentos, que devem ocorrer apenas nos próximos meses, especialmente no café.

Segundo a pesquisa, o custo da cesta básica teve alta em 13 das 17 capitais em agosto. A cesta mais cara do país é a de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, que custa R$ 664,67 e teve alta de 1,18 % em agosto. Em seguida, vêm as cestas de Florianópolis (R$ 659) e São Paulo (R$ 650,50), que tiveram variação de 10,54% e 1,56%, respectivamente.

A cesta básica mais barata é a de Aracaju, que custa R$ 456,40.




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