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Em coletiva, Prefeito Alexandre Kalil explica sobre veto às torcidas nos estádios de BH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse, em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (23), que a prefeitura é "a única culpada" pelos problemas registrados na semana passada, nas partidas de Atlético e Cruzeiro, em decorrência da liberação de torcida nos estádios da capital.

"Foi o prefeito Kalil que foi ao Comitê (de Enfrentamento à Covid-19) pedir o teste. Ela não é partícipe, não, ela é culpada, não tem participação, não, nós é que somos culpados. O prefeito é que achou que ia dar certo e errou", afirmou o prefeito.

Segundo ele, a decisão de permitir a volta das torcidas foi exclusivamente da prefeitura e não partiu de pedidos dos dirigentes dos clubes.

"Foi uma iniciativa do Alexandre Kalil, que pediu ao Comitê de Enfrentamento para dar uma oportunidade para a gente saber se dava para voltar o futebol. Então, prestem atenção, nenhum dirigente de nenhum clube de Belo Horizonte esteve via ofício, pessoalmente ou via telefonema pedindo, pensando na torcida de futebol, então, eu fico absurdado como, de repente, parece que nós estamos fechando unilateralmente o futebol", disse Kalil.

De acordo com o prefeito, os clubes foram chamados pelo Executivo apenas para definir os protocolos contra a Covid-19.

"Infelizmente deu no que deu, não vamos aqui voltar porque todo mundo assistiu, o Brasil todo assistiu, foi matéria nacional, foi colocado como um verdadeiro escândalo nacional, mas não vamos culpar ninguém, não", pontuou.


PBH usará CPF para identificar se há torcedores internados por Covid após jogos A Prefeitura de Belo Horizonte vai usar os CPFs dos torcedores que foram ao estádio acompanhar as partidas de Atlético e Cruzeiro na última semana para medir o impacto dos eventos nos números da Covid na capital.

"Nós temos um cadastro de todos os frequentadores do estádio nos dois eventos. Foi uma das exigências que nós fizemos. Vamos conseguir nas próximas duas a três semanas comparar o CPF de quem está internado, doente, ou que testou positivo, com o CPF de quem estava no estádio. Então. a gente tem como saber qual vai ser o impacto dos dois eventos no perfil epidemiológico da pandemia", explicou o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, que também participou da entrevista coletiva da manhã de hoje.

Segundo ele, os testes serão auditados para saber se foram fidedignos. Em caso de irregularidade, quem não cumpriu o acordo de seguir o protocolo será responsabilizado. O resultado do cruzamento de dados de torcedores e internados vai ditar o rumo das próximas decisões do comitê que monitora a situação da pandemia em BH.

"É óbvio que se não houve impacto (dos jogos nas internações), nós podemos liberar novamente o jogo para o dia 29 (de setembro), com mais ou menos público, a depender do perfil epidemiológico", explicou.

No domingo (22), a Prefeitura de Belo Horizonte optou por proibir a presença de torcedores nos estádios da capital. A medida veio após o descumprimento de medidas sanitárias para a realização dos eventos.



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