• Adriana Valadares

Galo vai em busca de reforços mesmo sem previsão de retorno do futebol, Keno é a bola da vez.

Na contramão dos outros clubes brasileiros, o Atlético tem se movimentado no mercado do futebol nesse período de paralisação dos campeonatos. O técnico Jorge Sampaoli fez algumas exigências para reforçar o atual elenco. O nome da vez é o atacante Keno.

Em entrevista recente, o diretor de futebol Alexandre Mattos foi perguntado sobre o jogador, mas desconversou sobre a negociação. “A gente pensa grande, o Sampaoli já é um projeto grande e vamos, realmente, pensar em jogadores sim de potencial futuro, como é o próprio Alan Franco, o Léo Sena, mas também jogadores que possam dar peso para que o Alan não seja tão responsável e consiga crescer, evoluir, e outros para resolver na hora de pressão.”

O Atlético ainda não oficializou, mas o clube encaminhou acordo com o Vasco para ter o atacante Marrony. No início do mês, o volante Leo Sena também foi contratado e chegou a Belo Horizonte para defender o alvinegro. Alan Franco, que pertencia ao Independiente Del Vale, também será reforço do Galo.

Alexandre Mattos ainda comentou o interesse do Atlético na volta de Róger Guedes, que hoje pertence ao Shandong, da China. "O que tem na verdade é um desejo mútuo. Nesse exato momento, até agora não tem nenhum tipo de negociação a não ser o desejo forte que tem o Róger e se for dentro de um orçamento, dentro das possibilidades financeiras do Atlético, nós temos desejo de contar com bons jogadores".

Voltando ao assunto Keno, O Atlético já teria feito uma proposta para contratar o atacante de 30 anos, ex-Palmeiras. Em abril, o clube já havia consultado o jogador que pertence ao Pyramids, do Egito, mas está emprestado ao Al Jazira, dos Emirados Árabes, até o fim deste mês. O contrato com o clube egípcio, por sua vez, vai até o meio de 2021. Keno não pretende seguir no Pyramids, e o clube egípcio topa negociá-lo. Mas não é barato. O valor de mercado do jogador, de acordo com o Transfermarket, site especializado em transferências do futebol, é de 3,2 milhões de euros (cerca de R$18,2 milhões na conversão atual). O Al Jazira, clube que o atacante defende, tem prioridade em uma possível transação e, além disso, é parceiro do Pyramids.

Caso a negociação entre os dois clubes estrangeiros não seja concluída, o caminho fica mais livre para o Atlético. Além da dificuldade para efetivar a contratação, a questão salarial é outra barreira. Keno tem, hoje, um salário fora da realidade do futebol brasileiro. Mas o Galo tem uma vantagem chamada Alexandre Mattos para convencer o atleta a voltar ao Brasil com vencimentos mais modestos.O diretor de futebol foi o responsável por levar o atacante ao Palmeiras, em 2017, e também foi peça fundamental na negociação que selou a transferência de Keno ao Egito, em 2018. A ótima relação dos dois é, neste momento, o atalho do Galo.



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