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Gasolina já é encontrada com valores superiores a R$ 6 na Grande BH

Os impostos, o valor praticado nas refinarias e a alta do etanol são apontados como os vilões do peço da gasolina e do gás de cozinha no país. O litro da gasolina subiu, em média, 26,54% (R$ 1,234) entre janeiro e julho deste ano na região metropolitana de Belo Horizonte, sendo vendido, em média, a R$ 5,88, segundo o site Mercado Mineiro. E há postos cobrando acima de R$ 6, que é a atual média nacional do preço do litro do derivado do petróleo, conforme cálculos da Ticket Log.

No caso da gasolina, o valor final é composto pela soma do preço praticado pelas refinarias, pelo custo do etanol (que é misturado na proporção de 27% no derivado do petróleo e cujo preço é definido livremente pelos seus produtores) e pelos custos e margens de comercialização das distribuidoras e dos postos, além de impostos estaduais e federais. O gás de cozinha tem precificação parecida, com exceção dos tributos federais, que não incidem sobre o produto, e do etanol, que não entra na composição final.


Os donos de postos alegam que são responsáveis por cerca de 5% do preço final dos combustíveis e defendem que uma redução da carga tributária seria uma das saídas para a redução dos custos em toda a cadeia produtiva. “De cada R$ 100 que você abastece, entre R$ 4 e R$ 5 é a margem de lucro do posto, e com isso tem que pagar o frentista, a energia, o contador, funcionários, uniforme etc. O principal componente que mais pesa na gasolina é o ICMS, que em Minas Gerais é o segundo mais caro do Brasil, que corresponde a R$ 1,91 por litro vendido”, diz o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro), Carlos Eduardo Guimarães. A alíquota de ICMS sobre a gasolina é de 27,4% no Estado.


Levantamento do Índice de Preços Ticket Log (IPTL) aponta que o valor médio da gasolina avançou 2,28% em julho, no Brasil, na comparação com o mês anterior. O novo aumento fez o valor médio por litro ultrapassar R$ 6. Na primeira quinzena de fevereiro, o valor de R$ 5 tinha sido alcançado no país pela primeira vez. Cinco meses depois, o combustível já é vendido a R$ 6,006, 24,7% acima do registrado no fechamento de janeiro. Uma alta de R$ 1.

E tudo indica que o preço não vai cair.

No segundo trimestre, a Petrobras vendeu sua cesta de derivados a R$ 401,19 por barril, alta de 14,6% em relação ao trimestre anterior e o dobro do verificado no mesmo período de 2020.




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