• Adriana Valadares

Governador anuncia saída de diversas regiões mineiras da "Onda Roxa" e a chegada de mais vacinas

O governador Romeu Zema (Novo) anunciou que 70% do estado vai evoluir da onda roxa, a mais restritiva de todas, para a vermelha. A medida vale a partir deste sábado (17).

"Não estamos falando de situação confortável. Não há o que comemorar, e sim o que pensar para não voltar para a onda roxa", disse o governador. Diferentemente da onda roxa, a vermelha permite o funcionamento de todas as atividades, desde que elas cumpram algumas regras, como distanciamento e limitação máxima de pessoas. Eventos, por exemplo, podem ser realizados com até 30 pessoas, e os hotéis podem funcionar com 50% da capacidade.

Nesta nova flexibilização, avançam para a onda vermelha as macrorregiões Norte, Sul, Sudeste e Jequitinhonha do estado e as microrregiões de Betim, Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté, Vespasiano, Contagem, Curvelo e Manhuaçu. Triângulo do Norte, Triângulo Sul e Noroeste, que já estavam na onda vermelha desde a última segunda-feira (9), permanecem nesta fase.

Com as mudanças, a onda vermelha vai ocupar de 60% a 70% do estado, segundo Zema.

Segundo o governador, o esforço imposto pela onda roxa ao longo de até quatro semanas, no caso de algumas regiões do estado, fez com que os indicadores que monitoram a pandemia melhorassem.

"É uma evolução muito grande, mas estamos longe de termos conforto, ainda temos um sistema hospitalar que opera com carga pesada. (...) Temos que lembrar que precisamos continuar tomando os cuidados", disse o governador.

Mesmo com o anúncio do Governo de Minas, a definição sobre a flexibilização em Belo Horizonte será tomada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD) em conjunto com o Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19, pois cabe ao município a decisão final sobre o relaxamento das medidas restritivas.


Mais vacinas

O governador também anunciou a chegada de 701.200 vacinas contra a Covid-19 nesta sexta-feira (16). Esta é a 13ª remessa de imunizantes que desembarca em Minas Gerais.

Segundo o governo, "o quantitativo permitirá que 100% dos trabalhadores de Saúde e de idosos acima de 65 anos estejam imunizados em Minas, além de ampliar o público entre 60 e 65 anos no estado e profissionais das forças de Segurança Pública".

Durante a coletiva, o secretário de estado de Saúde, Fábio Baccheretti, falou do impacto da vacina nos óbitos dos idosos em Minas. Segundo ele, as mortes vêm diminuindo nos grupos que receberam mais doses do imunizante, especialmente nos idosos acima de 80 anos.

“Antes o óbito chegava a 8% nos grupos de mais idade e agora está em 3%. Em maio nossa expectativa que é que a média de internação e óbito do grupo mais vulnerável caia ainda mais”, disse Baccheretti.


Chegada de 'kit intubação'

O secretário informou ainda que o estado vai receber, neste fim de semana, "grande remessa" de medicamentos sedativos que compõe o "kit intubação".

"Vamos receber grande remessa no fim de semana vindo de Xangai, na China. Os medicamentos chegarão nesta quinta-feira em Guarulhos, São Paulo. Alguns leitos no estado foram fechados por causa da falta de medicamento, então esta compra nos deixa mais tranquilos", contou ele. Em comunicado enviado pela Secretaria de Saúde após a coletiva foi informado que outras 150 mil ampolas de sedativos de "compras unilaterais do Estado" devem chegar até o fim da próxima semana.

De acordo com Baccheretti, nos últimos dias a Secretaria de Saúde (SES-MG) precisou distribuir o estoque de medicamentos com base na Rede Solidária, que identifica um local que ainda tem sedativos restantes para que possa ser enviado a outra localidade. “Está ainda muito difícil, mas a nossa expectativa é que a gente regularize nas próximas semanas esse ressuprimento”, salientou.

Ainda de acordo com o secretário, a chegada dos medicamentos foi decisiva para permitir a progressão de metade das macrorregiões do Estado para a onda vermelha do plano Minas Consciente.


Veja o que muda nas regiões de MG que vão avançar da onda roxa para a onda vermelha

As macrorregiões de saúde Norte, Sul, Sudeste e Jequitinhonha e as microrregiões de Betim, Belo Horizonte/Nova Lima/Caeté, Vespasiano, Contagem, Curvelo e Manhuaçu vão poder avançar da onda roxa para a onda vermelha do Minas Consciente.

Enquanto na onda roxa apenas atividades consideradas essenciais têm autorização para funcionar, a onda vermelha permite a operação de todos os comércios e serviços, como bares, academias e salões de beleza, desde que eles cumpram algumas regras, como distanciamento e limite de público. Isso não quer dizer que todas as cidades que mudaram de onda vão executar a reabertura, já que a adesão à onda vermelha não é obrigatória. A capital, por exemplo, não faz parte do programa.

Apesar da liberação de todas as atividades, a onda vermelha é a segunda mais restritiva do plano. Ela permite, por exemplo, a realização de eventos com até 30 pessoas, enquanto na onda amarela o limite é de 100 pessoas e, na onda verde, de 250 pessoas.

Na onda vermelha, hotéis e atrativos culturais e naturais podem funcionar com 50% da capacidade ocupada. Na onda amarela, a ocupação pode ser 75% e, na verde, de 100%.

O limite de público também é menor na onda vermelha. Em espaços fechados e com atendimento ao público, é permitido uma pessoa a cada 10 metros quadrados. A distância linear entre as pessoas em filas e mesas, por exemplo, deve ser de 3 metros. Nas ondas amarela e verde, a capacidade é de uma pessoa a cada 4 metros quadrados, e a distância linear, de 1,5 metro.

Além disso, serviços não essenciais devem limitar um cliente por atendente na onda vermelha.


Veja algumas regras da onda vermelha:

  • Priorização ao teletrabalho dos funcionários;

  • Proibição de self-service;

  • Atendimento somente mediante agendamento (serviços e atendimentos pessoais);

  • Aferição obrigatória de temperatura de funcionários e clientes, com restrição de entrada em caso da temperatura superior a 37,5º;

  • Disponibilização de profissionais para higienização de equipamentos de academias após cada utilização.

Com a decisão anunciada nesta quinta-feira (15), metade das macrorregiões de Minas Gerais vai ficar na onda vermelha, o que equivale a cerca de 70% do estado, segundo Zema, enquanto a outra metade segue na onda roxa por, pelo menos, mais uma semana. Triângulo do Norte, Triângulo Sul e Noroeste, que já estavam na onda vermelha, permanecem nesta fase.

“Obtivemos melhorias de indicadores, o que possibilitou as decisões técnicas por parte da Secretaria de Saúde, mas é preciso lembrar que estamos longe de ter conforto. Ainda temos um sistema hospitalar sobrecarregado, os profissionais de saúde estão cansados, e as vagas são poucas", afirmou o governador Romeu Zema (Novo). Na última semana, o número de casos de Covid-19 aumentou 4,01% em Minas Gerais, e os óbitos pela doença cresceram 6,81%.




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