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Governo reforça fiscalização para evitar incêndios criminosos em unidades de conservação do estado

O governo de Minas Gerais anunciou uma força-tarefa para reforçar o combate a incêndios florestais no estado.

A fiscalização será reforçada em seis unidades de conservação que mais têm sofrido com as queimadas neste ano: os Parques Estaduais Serra de Ouro Branco, Serra do Papagaio, Serra do Cabral, Serra do Rola-Moça e do Biribiri e a Área de Proteção Ambiental (APA) Cocha e Gibão. O trabalho da força-tarefa vai até o fim do mês. Além dos mais de 400 brigadistas que são contratados normalmente pelo estado para este período em todo o estado, mais 500 bombeiros recém-formados serão encaminhados para as unidades de conservação.

Drones e equipes de patrulhamento da Polícia Militar de Meio Ambiente também vão fortalecer as ações, após dias de recordes de incêndios em vegetação.

"A nossa máxima histórica registrada é de 20 mil ocorrências de incêndio em vegetação, no ano de 2020. Apenas no mês de agosto de 2021, nós atingimos 5.227 ocorrências atendidas pelo Corpo de Bombeiros em incêndios em vegetação. Isso é 25% acima do mês de agosto de 2020, que foi a máxima histórica", afirmou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Edgard Estevo.

Segundo ele, em 2021, sem considerar as ocorrências registradas em setembro, já são 17 mil incêndios em vegetação em Minas Gerais.

"Se não tivermos uma estagnação desse numero por uma chuva, por exemplo, vamos ultrapassar a máxima histórica de atendimentos por parte do Corpo de Bombeiros", completou Estevo. A medida busca evitar incêndios criminosos. Causar incêndio, expondo a vida, a integridade física ou o patrimônio de terceiros a perigo é crime, com pena de reclusão de três a seis anos e multa. As penas são aumentadas em um terço quando o incêndio ocorre em lavoura, pastagem, mata ou floresta.

"Busca-se conscientizar, orientar, são várias orientações, não deu resultado. Qual a consequência que tem que ser tomada? A responsabilização criminal. Quem faz queimada conta só com a sorte, e nós precisamos agir para essa responsabilização", afirmou o chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva.

Apenas entre domingo (12) e esta segunda-feira (13), 170 focos de incêndio foram registrados por satélite em Minas Gerais, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

O Corpo de Bombeiros disse que foi acionado 695 vezes entre 0h de sábado e 23h59 de domingo. Um dos chamados mais recentes foi no fim da manhã desta segunda (13), no Jardim Canadá, em Nova Lima. "De acordo com informações iniciais, um usuário de drogas colocou fogo na vegetação e não foi mais visto", disseram os bombeiros.

De janeiro até agora, o estado registrou 6.568 focos de incêndio, um a cada hora. É um aumento de 58% em relação ao mesmo período de 2020, quando os satélites do Inpe apontaram 4.158 focos.




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