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Identificada mais uma vítima da tragédia da Vale, em Brumadinho

A Polícia Civil de Minas Gerais identificou, nessa quarta-feira (10), mais uma vítima do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Trata-se de Uberlandio Antônio da Silva, empregado terceirizado da Vale, natural do Espírito Santo. Na época, ele tinha 55 anos.

O capixaba era um dos funcionários terceirizados da mineradora Vale que estavam trabalhando na Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, no dia 25 de janeiro de 2019.

Segundo a família, ele estaria no refeitório às 12h28, hora em que a barragem de mesmo nome se rompeu, matando 270 pessoas.

O corpo foi encontrado no dia 2 de outubro deste ano. Segundo o corpo de Bombeiros, os restos mortais estavam completos. Eles estavam a oito metros de profundidade.

Mas, apesar disso, a identificação teve que ser por DNA, porque esta vítima não tinha dados para ser identificada pela arcada dentária.

A informação foi confirmada pela perita criminal da Polícia Civil Ângela Romano, em coletiva de imprensa.

Segundo ela, a ossada foi encontrada inteira, a oito metros de profundidade. Mas, apesar disso, a identificação teve que ser por DNA, porque esta vítima não tinha dados para ser identificada pela arcada dentária.

"Em algumas vítimas estava documentos, correntinhas, que nos ajudam a dar um direcionamento, mas a identificação realmente é feita por impressão digital, arcada dentária ou DNA. Como não existia dados antes para identificar pela arcada, fizemos o DNA", disse a perita. Segundo o perito Higgor Dornelas, o IML trabalha no momento com várias amostras, porque "os encontros são quase diários em Brumadinho", mas só é possível saber se é uma nova identificação após exames.

No momento, segundo ele, existem cerca de 30 amostras aguardando identificação ou reidentificação.

Com a mudança de estratégia nas buscas, que passou a ser adotada no mês passado, a expectativa é que novas identificações aconteçam com mais agilidade.

Trata-se da implantação das chamadas estações de busca, equipamentos desenvolvidos especificamente para Operação Brumadinho. Parte do maquinário foi importada da Finlândia.

“Com essa estratégia, a gente deve conseguir aumentar significativamente a velocidade de vistoria dos rejeitos, pode acelerar em até quatro vezes”, diz o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara.

A última vítima identificada tinha sido Angelita Cristiane Freitas de Assis, no dia 6 de outubro.

Agora, são sete as vítimas que seguem desaparecidas. Os trabalhos de busca dos bombeiros são realizados desde o dia 25 de janeiro de 2019. Eles só foram interrompidos uma vez, por causa da pandemia.


As seguintes vítimas seguem sem identificação até o momento:

  1. CRISTIANE ANTUNES CAMPOS

  2. LECILDA DE OLIVEIRA

  3. LUIS FELIPE ALVES

  4. MARIA DE LURDES DA COSTA BUENO

  5. NATHALIA DE OLIVEIRA PORTO ARAUJO

  6. OLIMPIO GOMES PINTO

  7. TIAGO TADEU MENDES DA SILVA





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