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Igam deve restringir captação de água em três locais de Minas, por conta da crise hídrica

A falta de chuvas em 2021 pode impactar o abastecimento de água para municípios mineiros. Neste mês, o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) publicou uma portaria que institui situação de escassez hídrica na estação de São Pedro do Suaçuí, no Vale do Rio Doce, prorrogando a limitação na captação de água para indústrias, irrigação e consumo humano no rio Suaçuí Grande até o dia 15 de outubro. Mas a situação é dramática também em mais pontos e o órgão estadual adiantou que outros dois sistemas deverão ser considerados em estado de escassez hídrica na próxima portaria, ainda sem data para ser publicada. Uma delas é a estação Vila Matias Montante, também no rio Suaçuí, dessa vez abrangendo uma região de quase 30 cidades no entorno de Governador Valadares.

O outro ponto é o rio Uberaba, no Triângulo Mineiro. “O Igam informa que tem realizado ações de fiscalização, entre 20 e 24 de setembro, para fiscalizar 39 pontos entre barramentos e pivôs de irrigação em Uberaba. A fiscalização vai observar se as autorizações estão corretas e se os usos estão em conformidade com a legislação ambiental”, diz o órgão.

“A escassez hídrica é caracterizada pelo período em que o estado de vazão ou estado de armazenamento dos reservatórios indicam restrições do uso da água em uma porção hidrográfica, segundo a Deliberação Normativa (DN) do Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH-MG) nº49/2015, que define diretrizes e critérios gerais para que seja declarada a situação de escassez e aplicada a restrição de uso em corpos hídricos do Estado”, explica o órgão.

Por enquanto, a Copasa afirma que não há desabastecimento nas cidades do Vale do Rio Doce que podem ser impactadas pela redução na captação do rio Suaçuí Grande. Também não confirma a possibilidade de racionamento ou rodízio nas localidades. A empresa aconselha os usuários a economizar no uso da água.

“Atualmente, uma cidade (Bugre) e uma localidade (Bom Jesus dos Cardosos, em Urucânia) se encontram em racionamento. Para amenizar o desabastecimento, a Companhia faz manobras operacionais, perfura poços e fornece caminhão-pipa para a população”, diz a empresa.

A empresa diz que a situação de falta de chuvas é pior nas regiões do Triângulo Mineiro e Noroeste. Em Paracatu, a prefeitura chegou a decretar estado de calamidade pública no município devido à emergência no abastecimento, dizendo que o risco de falta de água é iminente.




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