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Mês de outubro já tem maior demanda por ônibus em BH desde o início da pandemia

Apesar da retomada de uma rotina próxima ao que existia antes da pandemia, os últimos dados divulgados pela própria BHTrans demonstram que a primeira semana de outubro registrou a maior demanda de passageiros pelo transporte coletivo desde o início da pandemia: média de 855.204 por dia, mas apenas 18.959 viagens realizadas.

De acordo com o levantamento, entre a última semana de setembro (27/09 a 01/10) e a primeira de outubro (04/10 a 08/10), houve uma nova viagem para cada 438 novos usuários. Enquanto o ritmo de passageiros cresceu 3%, o de viagens ofertadas só aumentou 0,3% - em um ritmo 10 vezes menor. Vale lembrar que a frota é composta majoritariamente por ônibus chamados convencionais, que suportam de 36 a 40 passageiros sentados, enquanto o decreto atualmente em vigor da PBH só permite 10 usuários de pé. A situação pode ter piorado após segunda-feira (18), com maior flexibilização e autorização de 100% dos alunos nas escolas. A BHTrans determinou que as empresas de ônibus deveriam cumprir com o mesmo número de viagens de antes da pandemia. Até agora, as contas não fecham: segundo o próprio Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra), 460 ônibus saíram de circulação. Antes da pandemia eram 2.853 veículos. Agora, são 2.393.

A maior parte destes veículos, segundo o Setra, foram retirados porque tinham mais de 10 anos de circulação. Mas há outros que foram vendidos, por “dificuldade financeira” das empresas.

Acordo judicial Para aumentar o número de ônibus em circulação, a Prefeitura de Belo Horizonte e os empresários do transporte coletivo fecharam acordo, durante audiência no Tribunal de Justiça, que prevê a prorrogação temporária da idade máxima da frota de 10 para 12 anos.

Segundo o presidente da BHTrans, Diogo Prosdocimi, o acordo vai garantir a prestação do serviço à população.

"A grande preocupação é a continuidade da prestação de serviço. Nós tínhamos um risco da redução do número de veículos, a redução da frota e isso não é admissível mais essa é a posição da prefeitura", afirmou. O acordo prevê que as empresas terão 60 dias para apresentar um plano de renovação de veículos pelos próximos meses, sob pena de aplicação de multa de R$ 10 milhões.

E a cada dois meses, deverão apresentar à prefeitura de Belo Horizonte, ao MP e à Justiça, informações sobre recomposição da frota.





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