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Mais regiões regridem, e quase todo o estado está na onda roxa ou vermelha do Minas Consciente

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informou que as macrorregiões de Saúde Oeste, Centro-Sul e Sudeste regrediram para a onda vermelha do Minas Consciente, programa estadual de flexibilização da atividade econômica. Nesse nível, apenas serviços essenciais podem funcionar.

Além disso, as microrregiões de Saúde de Guanhães, Itabira, Manhuaçu e João Monlevade deverão seguir as regras da onda roxa, que é a mais restritiva e impõe toque de recolher obrigatório.

Conforme a pasta, a alteração ocorreu após um aumento de 5% no número de casos e óbitos por coronavírus nos últimos 7 dias nessas localidades. A decisão foi determinada pelo Comitê Extraordinário Covid-19, que se reúne semanalmente para avaliar a evolução da pandemia no Estado.

Com a regressão para a onda vermelha, as atividades nas macrorregiões Oeste, Centro-Sul e Sudeste deverão funcionar com mais restrições, como limitação de até 30 pessoas em eventos e distanciamento de pelo menos 3 metros entre elas.

Onda roxa

O Comitê também determinou que as microrregiões de Saúde de Guanhães, Itabira, Manhuaçu e João Monlevade sigam as recomendações da onda roxa, como toque de recolher das 20h às 5h e aos finais de semana. No último sábado (6), o grupo técnico incluiu a microrregião de Ponte Nova nessa que é a faixa mais rigorosa do plano Minas Consciente.

Nessa fase – que, a princípio, tem duração de 15 dias – só é permitido o funcionamento de serviços essenciais e a circulação de pessoas fica limitada aos funcionários e usuários desses estabelecimentos. O deslocamento por qualquer outra razão deverá ser justificado e a fiscalização será feita com o apoio dos municípios e da Polícia Militar.

São considerados serviços essenciais:

  • Setor de alimentos (excluídos bares e restaurantes, que só podem via delivery);

  • Serviços de Saúde (atendimento, indústrias, veterinárias etc.);

  • Bancos;

  • Transporte Público (deslocamento para atividades essenciais);

  • Energia, Gás, Petróleo, Combustíveis e derivados;

  • Manutenção de equipamentos e veículos;

  • Construção civil;

  • Indústrias (apenas da cadeia de Atividades Essenciais);

  • Lavanderias;

  • Serviços de TI, dados, imprensa e comunicação;

  • Serviços de interesse público (água, esgoto, funerário, correios etc.)

Conforme a SES-MG, as regras para os municípios que estiverem na onda roxa incluem a proibição de circulação de pessoas sem o uso de máscara de proteção, em qualquer espaço público ou de uso coletivo, ainda que privado; e a proibição de circulação de pessoas com sintomas gripais, exceto para a realização ou acompanhamento de consultas ou realização de exames médico-hospitalares.

Além disso, é proibida a realização de reuniões presenciais, inclusive de pessoas da mesma família que não coabitam; além da realização de qualquer tipo de evento público ou privado que possa provocar aglomeração, ainda que respeitadas as regras de distanciamento social.

Minas Consciente

Atualmente, apenas a macrorregião Jequitinhonha está na onda amarela do plano, que é considerada o nível intermediário do programa. Outras nove localidades estão na onda vermelha (Sul, Leste, Leste do Sul, Vale do Aço, Centro, Oeste, Centro-Sul, Sudeste e Nordeste).

Por fim, quatro macrorregiões estão na onda roxa: Norte, Noroeste, Triângulo do Norte e Triângulo do Sul. Esse nível é o mais restritivo e foi criado, segundo o governo de Minas, para restabelecer a capacidade assistencial nas cidades onde a taxa de ocupação está mais alta, preservando a rede hospitalar de todo o Estado.

Comitê

De acordo com o Estado, o Comitê Extraordinário Covid-19 foi criado especialmente para monitorar a situação da pandemia no estado e é presidido pelo secretário de Saúde, o médico Carlos Eduardo Amaral.

O grupo conta ainda com o governador Romeu Zema, todo o secretariado do Executivo mineiro, representantes do Tribunal de Justiça, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público de Minas Gerais, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas do Estado, entre outros órgãos estratégicos.



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