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Minas autoriza retorno de 100% dos alunos às escolas e flexibiliza regras sanitárias

O secretário de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, confirmou a autorização do retorno de 100% dos alunos às aulas presenciais. O anúncio foi feito em entrevista coletiva nessa quinta-feira (14). Outra mudança no protocolo é a redução do distanciamento de 1,5 m para 90 cm.

A justificativa para a nova flexibilização é a redução dos índices da pandemia de Covid-19 no Estado, entre outros quesitos. "Houve melhora da adesão das escolas públicas e privadas às diretrizes do programa Minas Consciente. Tivemos poucos surtos nas escolas, todos acompanhados. E o benefício do retorno às aulas para as crianças e adolescentes", explicou o secretário.

Apesar da permissão para que todos os estudantes voltem às escolas, medidas de prevenção ao coronavírus ainda devem ser seguidas, incluindo o distanciamento, que foi reduzido para 90 cm, ao contrário do 1,5 m de outrora.

"Esse distanciamento de 90 cm está sendo discutido dentro do Centro de Operações de Emergência de Saúde (Coes), se será retirado, mas vamos dar um passo de cada vez", detalha.

O secretário ainda informou que Minas Gerais estuda tornar as aulas presenciais obrigatórias, atualmente o ensino presencial no Estado é opcional.

Questionado se há chance de as aulas obrigatórias retornarem ainda neste ano, Bacheretti disse que o governo estuda essa possibilidade.

"Há chance, sim (do ensino presencial obrigatório). Hoje as aulas não têm limite de alunos. O nosso grupo técnico vem discutindo semanalmente, com o cenário que vem melhorando, retirar o distanciamento de 90 cm e permitir o retorno integral de todo aluno de forma obrigatória", disse o médico.

Bacheretti ressaltou a atenção especial aos alunos com comorbidades. ""Existem algumas ponderações, que são os alunos imunossuprimidos, com doenças crônicas, que talvez o risco neste momento seja maior ao retorno da aula. Conversei hoje com a secretária de Educação e a expectativa é que a gente consiga voltar de forma segura com todas as atividades presenciais nas escolas de Minas".


Em Minas, 523 municípios não registram mortes por Covid há um mês

Em Minas Gerais, 523 dos 853 municípios – cerca de 61% do território do Estado – não registram mortes por Covid-19 há um mês.

A ocupação de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) se mantém abaixo de 25%, com “vagas sobrando nos hospitais” mineiros.

A informação foi divulgada durante a coletiva dada pelo secretário de Estado da Saúde, Fábio Baccheretti. “Não temos nenhuma pressão no sistema de saúde, temos vagas sobrando nos hospitais do Estado. O vírus está circulando cada vez menos. 523 municípios não têm óbitos por Covid-19 no último mês”, pontuou o chefe da pasta. Ele afirma, ainda, que “as internações relacionadas à Covid-19 vêm diminuindo em números absolutos e, em proporcionalidade, os idosos são os que mais ocupam os leitos”.

“Por isso, a importância do esforço do idoso. O idoso é o que mais morre, chega a mais de 80% dos óbitos. Por isso, importância do reforço”, ressaltou.


Fábio Baccheretti explicou aina que espera, até a próxima semana, zerar a falta de imunizante Astrazeneca no Estado para aplicação de segunda dose.

Ele estimou que, atualmente, haja uma déficit 118 mil doses. "Conversei hoje com o Rodrigo Cruz (secretário executivo do Ministério da Saúde) e ele explicou que o governo federal espera receber amanhã 4 milhões de doses Astrazenca, ou seja, cerca de 400 mil para Minas Gerais. Na semana que vem, mais 300 mil para semana que vem. É suficiente para suprir a necessidade que temos de Astrazeneca", observou.

Segundo ele, o déficit foi causado devido ao fato de que vacinas destinadas a segunda dose foram utilizadas como primeira dose pelos municípios.

Diversos municípios de Minas Gerais, como Esmeraldas, e do Brasil chegaram a reportar falta deste imunizante recentemente. Na ocasião, o governo federal orientou que a segunda dose fosse aplicada com imunizante Pfizer. "Não vai ter nenhum prejuízo a imunização (nesses casos)", frisou o secretário.

Pfizer Baccheretti também pontuou que há entre 1,5 milhão e 2 milhões de doses Pfizer a espera de que os municípios as busquem no centros regionais de distribuição. Ele reforçou que não há necessidade de temor em usar vacinas destinadas a adolescentes para terceira dose em idosos ou vice-versa, já que o Estado terá doses suficientes para ambos os grupos.

"Temos vacinas suficientes para reforço de idosos, imunossuprimidos e profissionais de saúde, e para vacinar adolescentes", destacou. Ele também disse que, em conversa com o Ministério da Saúde, está prevendo, agora, chegada de 1 milhão de doses Pfizer para Minas Gerais até semana que vem.

Ao todo, considerando o público-alvo, o governo de Minas Gerais informou que 85% dos maiores de 12 anos no Estado já tomaram ao menos uma dose.


Uso de máscara

O governo de Minas Gerais voltou a citar o mês de novembro como uma possível data para desobrigar o uso de máscaras de proteção contra a Covid-19 para as pessoas em espaços abertos e arejados, como ruas e parques.

No entanto, Baccheretti ponderou que a expectativa não é certeira, e se baseia nas experiências de outros países sobre o tema. "Outros países já passaram por isso (a desobrigação) após conquistarem essa imunidade de rebanho, que entre 70 a 80% da população com o esquema vacinal completo e a circulação baixa do vírus. Nós estamos com circulação baixa, então, olhando para outros países, vê isso como possível, mas é um passo de cada vez", ponderou.

"É uma expectativa, não podemos ter pressa, ainda não está na hora de tirar a máscara, estamos com 50% da população com a segunda dose. Estamos longe em número, mas não em tempo. Talvez em um, dois meses, já seja possível desobrir para lugares abertos. Para fechados, é cedo para se pensar", disse.




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