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Minas Gerais pode reduzir intervalo da dose de reforço da vacina contra a covid, de 5 para 4 meses

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) investiga quatro casos suspeitos da variante ômicron do coronavírus em Belo Horizonte.

Os pacientes, dois homens e duas mulheres, passaram por Gana (1), Moçambique (1) e África do Sul (2) e testaram positivo para Covid-19. Todos os quatro estão em isolamento domiciliar. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, em coletiva de imprensa.

"Estamos na fase de avaliação genômica para confirmar se são ômicron ou não", afirmou o secretário.

Os materiais coletados estão sendo processados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e, segundo Baccheretti, os resultados devem sair nesta semana.

No início deste mês, o estado descartou a suspeita de ômicron em uma paciente internada na capital com Covid-19 que tinha passado pelo Congo. Atualmente, Minas Gerais não tem casos confirmados da variante.

O secretário também falou sobre a possibilidade de redução do intervalo para a aplicação da dose de reforço, a chegada de novas doses da Janssen, o carnaval e o uso de máscaras.


Intervalo para dose de reforço e vacina em crianças

Com a expectativa da chegada da ômicron a Minas Gerais, o estado estuda reduzir o intervalo entre a segunda dose da vacina e a dose de reforço de cinco para quatro meses. Pesquisas têm demonstrado que uma terceira dose aumenta a proteção contra a variante.

"Estamos discutindo se reduz o tempo de reforço para quatro meses. Se for confirmado que a ômicron tem efeito com reforço muito diferente, talvez essa decisão seja tomada em nível estadual sem esperar a definição pelo Ministério da Saúde", afirmou Baccheretti.

Atualmente, 91,25% da população acima de 12 anos está vacinada com a primeira dose em Minas Gerais. Com as duas doses, a cobertura é de 81,30%.

Segundo Baccheretti, a expectativa é que a Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) autorize, nos próximos dias, a aplicação de vacinas da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos e que, já em janeiro, o estado receba imunizantes para esta faixa etária.

"É uma dose diferente, não poderíamos utilizar a vacina já disponibilizada. Aprovando no dia 18 (de dezembro), a expectativa é que em janeiro a Pfizer já entregue o novo frasco. Com o intervalo que estamos utilizando, de 21 dias entre a primeira e a segunda dose, se a gente conseguir dar a primeira dose em janeiro, em 21 dias a gente daria a segunda dose. No Carnaval, teríamos as crianças de 5 a 11 anos vacinadas com as duas doses", explicou.


Chegada de Janssen

Minas Gerais vai receber, nesta terça-feira (14), 323.800 doses de vacina da Janssen, segundo o secretário.

"Somadas com as 66.100 que recebemos no dia 9, a gente consegue ter doses para 80% daquelas pessoas que tomaram Janssen no estado. Devemos receber ainda neste mês o restante que falta", afirmou Baccheretti.

Atualmente, mais de 486 mil pessoas devem receber a dose de reforço da Janssen no estado.


Carnaval

De acordo com o secretário, a ômicron mudou as discussões sobre o carnaval. Embora a expectativa seja de cobertura vacinal melhor no início do próximo ano, abrangendo inclusive crianças, a nova variante preocupa.

"Festas particulares podem acontecer, já estão acontecendo, e no carnaval não seria diferente, mas a gente incentiva que não haja grandes aglomerações e que os municípios fiscalizem", falou.


Máscaras continuam

A ômicron também deve adiar a previsão de retirada da obrigatoriedade do uso de máscara em Minas Gerais.

Em novembro, o governo chegou a afirmar que a flexibilização em locais abertos poderia ocorrer neste mês. No entanto, segundo Baccheretti, este não é o momento de discutir a retirada dos itens de proteção.

"Eu sempre falei que máscara não dói e é uma medida que se mostra muito eficaz. A Europa está dando um passo atrás. O Brasil vacina melhor do que a Europa, mas não há mal nenhum em esperar um pouco. O governador concorda de a gente esperar ainda um tempo para discutir a máscara, ainda não é o momento", afirmou o secretário.




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