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Minas Gerais registra mais 95 casos da variante ômicron do coronavírus

Minas Gerais registrou mais 95 casos da variante ômicron do coronavírus. As infecções foram identificadas por um laboratório privado em vários municípios, a maioria em Belo Horizonte, e comunicadas ao governo.

A informação foi divulgada em coletiva de imprensa pelo secretário estadual de Saúde Fábio Baccheretti. Minas Gerais soma, agora, 127 casos da ômicron – outros 32 já tinham sido confirmados por laboratórios ligados ao estado. Segundo Baccheretti, a chegada da variante deve fazer o número de casos de Covid-19 aumentar, e é uma questão de tempo até que ela se torne predominante. Atualmente, a delta é a cepa com mais registros no estado.

O secretário destacou que as evidências apontam que a ômicron é mais contagiosa, mas provoca casos menos graves.

"Ela tem uma lesão pulmonar menor do que as outras variantes, apesar de ter uma carga viral na mucosa oral nasofaringe maior. Ou seja, ela é mais infectante, mas causa menos doença pulmonar. Geralmente, as doenças pulmonares e de coagulopatias que são as maiores causas de óbito da doença", afirmou. Baccheretti ressaltou, ainda, a importância do avanço da vacinação para conter o coronavírus.

Gripe O secretário de Saúde também falou sobre o aumento de casos de gripe. Segundo ele, o estado como um todo não tem surto da doença, mas há surtos em algumas cidades, principalmente na Zona da Mata.

"O que a gente vem observando é que a gripe mudou a sua sazonalidade pelo isolamento social. Durante muito tempo, muitas pessoas não tiveram contato com o vírus e estão tendo agora. Temos relatos de casos mais intensos, com febre mais alta. Mas, em relação à hospitalização de casos graves em CTI e óbitos, mantém-se o esperado para a doença", disse Baccheretti.

De acordo com ele, a situação deve melhorar, principalmente, a partir de fevereiro, quando novas vacinas contra a gripe vão chegar ao estado, incluindo a proteção contra novas cepas que surgiram mais recentemente.

Cerca de 79% do público-alvo está imunizado contra a gripe em Minas Gerais atualmente.

Ampliação do teste do pezinho O secretário de Saúde também anunciou a inclusão de seis doenças raras no rol de patologias pesquisadas no teste do pezinho.

Serão incluídas a toxoplasmose congênita, que pode levar à cegueira, e cinco formas de distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos, que têm uma série de consequências, como problemas no desenvolvimento intelectual. A medida vale a partir do dia 25 de janeiro.

O governo de Minas vai investir R$ 13 milhões por ano nessas análises. A expectativa é diagnosticar 240 crianças com toxoplasmose anualmente, e 15 com distúrbios de betaoxidação de ácidos graxos.

A meta do estado é incluir 33 doenças no rol de patologias pesquisadas no teste do pezinho.





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