• Adriana Valadares

Minas tem quatro mortes em decorrência das chuvas em três dias

O ano de 2021 começou com quatro mortes provocadas pelas chuvas. Uma das vítimas foi um adolescente de 13 anos que andava de bicicleta quando foi levado pela enxurrada na noite de sábado, no bairro Santa Rosa, na região da Pampulha, em BH. Imagens de câmeras de segurança mostram que ele chegou a se abrigar em uma área coberta, mas logo em seguida resolveu seguir pedalando. Segundos depois, o rapaz é visto sendo arrastado para debaixo de um carro estacionado na rua Líbero Badaró.

Em Capitólio, no Sul de Minas, duas mulheres morreram após serem atingidas por uma cabeça d’água (aumento repentino do volume de água por causa das chuvas) em uma cachoeira conhecida com Cascatinha. Dezesseis vítimas foram resgatadas e ao menos uma segue desaparecida.

Além dessas quatro mortes, a Defesa Civil contabiliza mais três vítimas entre outubro e dezembro, em decorrência do atual período chuvoso – um total de setes óbitos.

O major Eduardo Lopes, superintendente de gestão de desastres da Defesa Civil de Minas Gerais, pede cautela à população. Segundo ele, é importante consultar a previsão do tempo, especialmente quando for visitar novas localidades, e saber se costuma haver alagamentos naquela área. “As pessoas não devem atravessar áreas de alagamento nem frequentar lugares vulneráveis. Esses são os principais fatores para evitar acidentes”, completa.

Previsão do tempo gratuita enviada por SMS Uma das formas rápidas e gratuitas para acompanhar a previsão do tempo é por meio de mensagens de texto. A Defesa Civil presta o serviço à população. Basta enviar o número do CEP por SMS para o número 40199.

“Nosso sistema de emissão de alertas envia informações preventivas e mensagens sobre possibilidade de tempestades”, orienta o major. “O cadastro deve ser feito por todas as pessoas. É uma forma da população se manter informada. Estamos com 1 milhão de cadastrados”, diz. Seiscentos comunicados sobre os chamados “eventos severos” já foram enviados neste período chuvoso.

A Defesa Civil reitera a orientação de se evitar ir a cachoeiras em época de chuva, além de não subestimar a força das correntezas de cachoeiras, enxurradas ou cabeças d’água. O triste acidente deste fim de semana, ocorrido em Capitólio, que resultou na morte de duas pessoas, além de outras 16 resgatadas com vida, infelizmente repete outras tragédias bastante parecidas ocorridas em anos anteriores. “A cabeça d'água é um fenômeno muito comum de dezembro para janeiro.

Ano passado teve ocorrência semelhante em Iguapé, com três vítimas. No ano retrasado teve outra ocorrência na cidade de São João Batista do Glória, na mesma época do ano”, relembra o especialista em gestão de desastres.

Algumas dicas da Defesa Civil: - evite atravessar área de alagamento - evite frequentar lugares vulneráveis - tenha atenção redobrada com enxurradas e deslizamentos de terra - seja vigilante: não ignore ou subestime a força da água - consulte a previsão do tempo - conheça o local antes de ser visitado - se a chuva aumentar, identifique caminhos seguros para deixar o local



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