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Nova estação de captação no rio Paraopeba só deve estar em pleno funcionamento em outubro

Prevista para ser entregue em setembro de 2020, a nova estação de captação de água no rio Paraopeba, afetado pela lama da barragem da Vale, que se rompeu em Brumadinho há mais de dois anos, só deverá estar operando com capacidade máxima em outubro deste ano. A afirmação é do vereador Irlan Melo (PSD), relator da Comissão Especial de Estudo – Abastecimento Hídrico da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

"Nós vamos fazer uma reunião com o Ministério Público para buscar responsabilização criminal e aplicação de multa", disse ele. Em julho deste ano, a mineradora informou que a fase de testes operacionais iria começar, dez meses após o prazo inicias. Ela disse ainda que a estação estaria operando com toda sua capacidade em "semanas". Mas dois meses depois, a estação opera com um quinto do potencial. A estrutura é de responsabilidade da mineradora, de acordo com termo de compromisso assinado em conjunto com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). "O processo está sendo realizado em etapas, começando com o volume de 1.000 litros por segundo até alcançar a capacidade máxima de 5.000 litros por segundo, mesma vazão da captação atualmente suspensa. O volume de água bombeado já está contribuindo para o sistema de distribuição e abastecimento da Copasa", disse a Vale nesta terça-feira (14).

A nova estação começou a ser construída em outubro de 2019. Em dezembro de 2020, três meses depois do prazo estabelecido para a entrega da obra, a Vale disse à Comissão Especial de Estudo – Abastecimento Hídrico, da Câmara Municipal de Belo Horizonte, que a nova previsão de entrega seria fevereiro deste ano, cinco meses depois do acordado.

Dias depois, vereadores apresentaram um relatório, alertando para o risco da capital e da região metropolitana sofrerem uma crise no abastecimento de água por causa do atraso nas obras de captação.

Em fevereiro deste ano, a Vale disse que a estação seria entregue no mês de março. Mas afirmou que a capacidade total do empreendimento só deveria acontecer no segundo semestre de 2021.

Em julho, primeiro mês do segundo semestre, os testes operacionais da nova estação começaram a ser realizados.

A água captada é bombeada por tubulação até a Estação de Tratamento de Água Rio Manso da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

"Os testes operacionais do novo sistema de captação de água do rio Paraopeba, em Brumadinho, foram iniciados em julho e, durante o procedimento, foi verificada a necessidade de ajustes. A Vale, com acompanhamento da Copasa, realizou as correções necessárias e já iniciou o bombeamento de água", disse a mineradora nesta terça.

A nova adutora tem cerca de 13 km de extensão e está sendo construída em duas etapas: a primeira, em uma extensão de aproximada de 11 km, até o ponto de interligação com a adutora existente da Copasa. A segunda fase vai permitir, de acordo com a Vale, a operação da nova captação de forma independente. O custo da nova estrutura é de cerca de R$ 580 milhões.

Segundo a mineradora, "em decorrência de fatores externos, alheios à vontade e controle da Vale, houve necessidade de adequação dos prazos. Dentre os fatores impeditivos, incluem-se restrições de segurança impostas pela pandemia da Covid-19".


Confira a nota da Vale na íntegra

Os testes operacionais do novo sistema de captação de água do rio Paraopeba, em Brumadinho, foram iniciados em julho e, durante o procedimento, foi verificada a necessidade de ajustes. A Vale, com acompanhamento da Copasa, realizou as correções necessárias e já iniciou o bombeamento de água. O processo está sendo realizado em etapas, começando com o volume de 1.000 litros por segundo até alcançar a capacidade máxima de 5.000 litros por segundo, mesma vazão da captação atualmente suspensa. O volume de água bombeado já está contribuindo para o sistema de distribuição e abastecimento da Copasa.

Paralelamente à construção do novo sistema, a Vale implantou um conjunto de ações complementares para fortalecer o sistema hídrico que atende a Região Metropolitana de Belo Horizonte. Entre essas ações estão a reativação de grandes poços no Vetor Norte e a interligação de parte dos sistemas Velhas e Paraopeba, o que permite o aumento da transferência de água entre os dois mananciais. A empresa reforça seu compromisso com a reparação integral dos danos provocados pelo rompimento em Brumadinho.




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