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Obras das áreas de escape no Anel Rodoviário de BH podem começar em setembro

O Anel Rodoviário de Belo Horizonte pode ganhar áreas de escape, com o objetivo de evitar os graves e constantes acidentes no local. A estimativa é que as obras comecem ainda na primeira quinzena de setembro.

A Prefeitura de Belo Horizonte informou que vai assumir as obras para a construção de uma área de escape no Anel Rodoviário – no trecho entre a BR-040 e o trevo do Betânia, a poucos metros do acesso ao Buritis.

O acerto foi feito entre o prefeito Alexandre Kalil e o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Em nota, a PBH disse que "o teor do convênio entre o DNIT e o município já está sendo preparado e será assinado nos próximos dias". O documento vai autorizar a capital a conduzir a contratação e a execução do projeto, que foi elaborado pela BHTrans. As obras serão executadas pela Sudecap.

Ainda segundo a prefeitura, a obra custará em torno de R$ 2 milhões e serão "recursos próprios" da PBH.

A obra na chamada “descida do Betânia” engloba um trecho de cerca de 300 metros. A previsão é de 90 dias com máquinas na pista.

"Áreas de escape são dispositivos de segurança adotados em trechos de longas descidas, evitando acidentes causados por frenagens ou perda de freio dos veículos. A estrutura é feita de concreto, algo semelhante a uma piscina com 100 metros de comprimento, com camadas de brita", explicou a prefeitura em nota.

A reportagem ainda aguarda retorno do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), da BHTrans e da Sudecap para mais detalhes das obras.


Acordo O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) aprovou a proposta de um acordo com a prefeitura da capital na segunda-feira (23).

O Anel Rodoviário tem 27 km de extensão. Um dos trechos mais perigosos fica entre o bairro Olhos D'água e Betânia, no sentido Vitória. Inicialmente, o projeto da saída de emergência pretende atender a essa região. A obra vai será feita no km 541, na altura do bairro Buritis, na Região Oeste da capital, onde acidentes são registrados com frequência. O terreno foi doado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em uma área próxima ao antigo pátio do Detran.


A área de escape é uma estrutura de concreto, semelhante a uma piscina, com cerca de 100 metros de comprimento, com várias camadas de brita e outros materiais.

O motorista percebe que está em situação de dificuldade e, propositalmente, sai para a caixa de brita. E o atrito que vai promover com a brita freia o caminhão", afirma José Carlos Mendanha, diretor de sinalização viária da BHTrans.

Segundo a BHTrans, o projeto, com um custo estimado de R$4 milhões, ainda está no papel, mas já tem aprovações importantes, como a da Via 040, responsável pela administração do trecho, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e agora do DNIT, definida durante reunião nesta segunda-feira (23).


Em 2020, o Anel Rodoviário foi palco de 1.743 acidentes - ou seja, uma média de 4,7 acidentes por dia. Entre janeiro e junho deste ano, foram 924, o que representa uma média de 5,1 acidentes por dia.


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