• Adriana Valadares

Onze cidades mineiras são as únicas do Sudeste que descartam lixo de maneira inadequada

Onze cidades de Minas Gerais são as únicas da Região Sudeste que descartam lixo de maneira irregular, segundo um levantamento feito pela Associação Brasileira de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre).

Com o novo Marco Legal do Saneamento Básico (Lei 14.026/2020), em vigor desde o dia 15 de julho de 2020, as capitais e os municípios que fazem parte de regiões metropolitanas tinham até o dia 2 de agosto de 2021 para destinar de maneira correta o lixo, já que a lei prevê a extinção dos lixões.

Segundo o estudo da Abetre, das 337 cidades brasileiras que continuam descartando resíduos de maneira inadequada, onze delas são do Sudeste, e todas de Minas Gerais: Bonfim, Funilândia, Inhaúma, Santa Bárbara, Baldim e Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte ou no Colar Metropolitano, e Açucena, Bom Jesus do Galho, Bugre, Joanésia e Vargem Alegre, na Região Metropolitana do Vale do Aço.

Em Mateus Leme, na Grande BH, o lixo produzido pelos moradores vai para um aterro controlado. São cerca de 20 toneladas de resíduos sólidos despejados, por dia, no local, que não tem destinação correta para o chorume e nem cobertura adequada para o lixo, que deveria ficar debaixo da terra.

O município, no entanto, apresentou um plano municipal para lidar com essa situação, e agora tem até 2024 para encerrar as atividades no aterro. No caso das outras cidades, o prazo se esgotou.

"É sabido que há um débito acumulado para com o setor da ordem de 18 bilhões. E não há outra maneira de fazer parte a esse débito senão a cobrança diretamente do usuário. Deixar o lixo de qualquer forma, afastar da vista do munícipe, não me parece uma atitude correta", afirma Luiz Gonzaga, presidente da Abetre. Com as mudanças, surge também a preocupação com a renda de quem vive da reciclagem. No aterro de Mateus Leme, trabalham cerca de 20 famílias de catadores.

"A prefeitura tinha que vir conversar com a gente para ver o que poderia ser feito pela gente. Realmente a gente 'tá' aqui porque precisa, não é brincadeira", diz Brenda Oliveira, catadora, desde os 14 anos de idade.




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