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Orientações para comprar com segurança na Black Friday e fugir da ‘Black Fraude’

A Black Friday 2021 será realizada em 26 de novembro com uma série de descontos, promoções e condições facilitadas para a compra de produtos variados. No meio desse mar de vantagens, porém, é preciso ficar atento para não cair em golpes nem comprar algo pela “metade do dobro.”

Para comprar com segurança durante a Black Friday, é preciso estar atento a uma série de pontos:

Desconfie de preços muito abaixo do mercado. “Os preços são muito baixos podem indicar sinal de golpe ou de qualidade muito inferior ao anunciado”.

Cuidado ao comprar em lojas estrangeiras. “Alguns impostos podem ser acrescidos em compras feitas em lojas de fora do Brasil. Portanto, o consumidor pode pagar um valor final muito acima do original. Além disso, existem lojas estrangeiras que não têm presença no país. Com isso, fica mais difícil fazer reclamações”

Ficar atento às formas de pagamento. “Desconfiar de lojas que tenham boleto e PIX como únicas formas de pagamento, porque isso significa mais dificuldade em reaver o dinheiro, em caso de golpe, e de fazer o rastreamento. Lojas confiáveis oferecem diversas formas de pagamento, como, além das citadas, cartão de crédito ou de débito”

Buscar informações sobre a reputação do vendedor. “Muitos sites ou comentários em redes sociais indicam o que os clientes estão falando sobre determinada empresa. É preciso estar atento às avaliações negativas e à ausência de avaliações, que também pode indicar golpe”

Guardar todos os registros de compra. “Como e-mail de confirmação da compra, o comprovante de pagamento e o código de rastreio da compra. Caso sofra eventual problema, é fundamental conseguir provar que fez a compra"

Quais são os golpes mais comuns?

A cada ano que passa, os golpes relacionados à Black Friday tornam-se mais sofisticados. Portanto, é preciso estar bem atento para não cair em nenhum deles. Confira a lista dos golpes mais comuns neste período e como evitar ser pego por eles:

Links recebidos em aplicativos de mensagens, como WhatsApp. Criminosos costumam fazer links para enviar em aplicativos de mensagens, como WhatsApp, que levam para sites falsos. Para isso, clonam celulares de vítimas e encaminham os links por meio de robôs.

Como evitar cair neste golpe. Aqui, vale a mesma dica para não comprar em sites falsos: nunca clique em links recebidos via aplicativos de mensagens. Para checar se a oferta é verdadeira, digite, no Google, palavras-chave referentes a ela.

Sites falsos de grandes empresas. Nessa modalidade de crime, golpistas “clonam” sites de grandes empresas, nos quais copiam o layout, banner e logo para fazer com que o endereço eletrônico pareça verdadeiro. Dessa forma, conseguem arrecadar dinheiro dos consumidores por meio de boletos utilizando de produtos que nunca chegarão aos seus destinatários.

Como evitar cair neste golpe. Nunca clique em links recebidos via aplicativos de mensagens, como WhatsApp. Quando for comprar em algum e-commerce, digite o endereço no Google e clique no link do site que aparecer. Fique atento aos anúncios. Além disso, desconfie se o site aceita boletos como única forma de pagamento. Dessa forma, é mais difícil conseguir rastrear os golpistas.

Preços diferentes no carrinho. Neste caso, o valor do produto no carrinho pode ser diferente do anunciado devido a uma contagem regressiva da promoção, ou seja, o cliente deve comprar um produto num determinado tempo para pagar com desconto. Também pode ocorrer uma falha no site, que leve o produto ao valor original.

Como evitar ser lesado. Confira, antes de fechar a compra, se o valor do seu produto é o mesmo do anunciado e faça prints com o valor com desconto para se reguardar.


BLACK FRAUDE

Com a popularização da Black Friday, algumas empresas mal-intencionadas se valem da data para praticar a “Black Fraude.” Nessa modalidade, os produtos são vendidos pela “metade do dobro”, ou seja, o preço apresentado como promoção é exatamente o mesmo (ou até mais caro) do praticado anteriormente.

O que acontece é que algumas lojas aumentam significativamente o valor de um produto dias antes da Black Friday. Na data, modificam o preço indicando uma “mega promoção”, quando, na verdade, trata-se de valor muito semelhante ao original.

O principal artifício para não cair na Black Fraude é pesquisar. Portanto, comece hoje mesmo a averiguar o valor dos produtos que deseja comprar para não ser pego de surpresa. Você também pode usar sites como Zoom ou Buscapé, que te auxiliam nessa empreitada.


Direitos do Consumidor na Black Friday 2021?

Todos os consumidores brasileiros têm direitos garantidos por lei e podem recorrer a eles ao sentirem que foram lesados em qualquer compra, inclusive, as feitas durante a Black Friday.

Segundo o coordenador do Procon-MG, Glauber Tatagiba, o artigo 49 do Código do Consumidor estabelece, por exemplo, o direito ao arrependimento de uma compra, no qual um cliente pode devolver um produto, desde que sem defeitos, em até sete dias após o recebimento da compra sem se justificar. A loja onde comprou, então, é obrigada a devolver o dinheiro de maneira integral. Ele destaca, porém, que essa regra é válida apenas para compras feitas pela internet ou por telefone.

Outro direito do consumidor é ter acesso à nota fiscal dos produtos comprados. Além disso, os consumidores devem ser reembolsados por cobranças indevidas e podem trocar produtos com defeitos. Neste último caso, é interessante conferir a política de trocas de cada loja. Produtos duráveis podem ser trocados em até 30 dias, e os não duráveis, em até três meses.

O Código de Defesa do Consumidor é um dispositivo que garante uma série de direitos aos brasileiros no momento das compras. Você pode acessá-lo aqui antes de fazer suas compras, caso tenha alguma dúvida.

No documento, está reunida uma série de normas com objetivo de proteger os direitos do consumidor. Todas as lojas físicas são obrigadas a disponibilizar o CDC para consulta.


QUAIS ÓRGÃOS POSSO PROCURAR?

Percebeu que foi lesado em alguma transação? O coordenador do Procon-MG, Glauber Tatagiba, orienta que o primeiro passo é procurar para empresa que vendeu o produto para tentar solucionar o problema.

Caso não seja atendido, procure pelo Procon da sua cidade para realizar um agendamento de reclamação. Em seguida, vá até o Juizado Especial de Consumo para relatar o caso.

Também pode ser necessário procurar pela polícia quando for vítima de estelionato em casos, por exemplo, de comprar produtos em sites falsos.






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