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PBH decide manter funcionamento do comércio, mas adia volta às aulas na capital

A Prefeitura de Belo Horizonte decidiu manter o funcionamento do comércio e das atividades não essenciais na capital. A decisão foi tomada após reunião do prefeito Alexandre Kalil (PSD) com o Comitê de Enfrentamento à Pandemia na cidade. A única mudança será nos planos do retorno às aulas. A PBH havia prometido para esta semana uma decisão sobre o retorno das atividades presenciais na rede municipal para a educação infantil. Porém, essa deliberação vai ficar para a próxima semana, quando o comitê voltará a discutir o tema levando em consideração os números de transmissão e da ocupação das UTIs no município.

"Optamos por esperar mais um pouco. Belo Horizonte está em uma situação um pouco mais confortável pelas medidas restritivas no início do ano. Estamos monitorando 24 horas por dia, então, a concepção de hoje pode não ser a de amanhã. A qualquer movimento negativo podemos mudar tudo", avalia o médico infectologista, membro do Comitê de Enfrentamento à Covid- 19 na capital, Estevão Urbano.

Sobre a volta às aulas, o secretário municipal de Saúde, Jackson Machado, informou que é preciso cautela. "Temos observado um aumento do número de casos em pessoas mais jovens, achamos prudente aguardar mais uma semana com monitoramento constante dos dados para que possamos definir com mais clareza qual será o impacto da circulação dessas crianças na cidade durante a pandemia", afirmou.

Pelo terceiro dia consecutivo, as taxas de ocupação de leitos de UTI específicos para a Covid-19 continuam em nível de alerta em Belo Horizonte. Segundo o boletim divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta terça-feira (2), o índice está em 75%. A taxa se manteve em vermelho e pelo quarto balanço consecutivo ficou acima dos 70%, que é considerado crítico pela escala de risco. O número médio de transmissão por infectado (RT) se manteve em relação ao último boletim, mas também continua em estado de alerta máximo. O índice está no nível vermelho, em 1,20. Essa é a maior taxa de transmissão por infectados desde maio. Há uma semana, esse índice estava em 0,94, no patamar verde de risco. A taxa de ocupação de leitos de enfermaria está em 59,4%, em nível amarelo.

"Temos observado o RT com média de 1,20 na semana, mas a média diária tem caído gradativamente. Assim, temos certo conforto de aguardar pelo menos alguns dias antes de tomar decisões mais drásticas e penalizar quem não precisa ser penalizado", explicou Jackson Machado. Segundo ele, a expectativa é que os números melhorem na semana que vem.

"Se os números melhorarem, como parece que vai acontecer, nós podemos voltar às escolas para as crianças menores de 5 anos, mas se houver qualquer piora podemos fechar de novo a qualquer momento", pontuou.


Fiscalização

Apesar de manter o funcionamento das atividades, Jackson Machado afirmou que as fiscalizações serão reforçadas em Belo Horizonte. "A ordem agora é não multar, é fechar a porta de quem não estiver obedecendo as regras", destacou.


Leitos

Nesta quarta-feira (3), Belo Horizonte abriu dez leitos de UTI. Atualmente, a capital possui 293 específicos para a Covid-19. A previsão é que 17 novas vagas sejam abertas até a próxima segunda-feira (8). O problema, segundo o secretário de saúde de BH, é a escassez de profissionais. "Os profissionais estão exaustos, muitos ficaram doentes, outros estão de férias. Não é possível manter os gastos de um leito sem médico, temos respeito ao dinheiro público. Temos editais para contratação de profissionais, mas tem dado deserto", explicou.




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