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Perto de ser desativado, Aeroporto Carlos Prates, em BH, tem destino incerto

Há menos de cinco meses de ser desativado, a população de Belo Horizonte ainda não sabe qual vai ser o destino do Aeroporto Carlos Prates. Nos últimos dez anos, nove acidentes – o último deles, com quatro mortes e duas pessoas feridas, em outubro de 2019 – trouxeram medo constante aos moradores do entorno. Uma diligência no aeroporto, na manhã desse sábado (7), teve por objetivo reunir todos os envolvidos nessa discussão e dar celeridade ao processo de destinação.

Portaria do Ministério da Infraestrutura já garante o encerramento das atividades aeroportuárias no Carlos Prates a partir de 31 de dezembro deste ano. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG), solicitante da diligência, protocolou requerimento na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados visando a destinação da área à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), para fins públicos e sociais.

“Esse requerimento foi aprovado e comunicado ao Ministério da Infraestrutura. Para dar força à essa proposição, já há audiência pública marcada na Câmara Municipal e, em reunião com o prefeito Alexandre Kalil, foi manifestado interesse na área”, acrescenta o deputado. Nesse encontro, ainda conforme Correia, Kalil (PSD) teria destacado o déficit de moradias populares na capital mineira e um possível encaminhamento da área para esse fim.

Paula Rocha, superintendente do aeroporto, hoje administrado pela Infraero, explica que a empresa pública não tem poderes jurídicos para atuar na destinação. “Temos 15 concessionários aqui hoje e 13 deles terão seus contratos rescindidos, além da escola de pilotos da Fumec e da Polícia Militar. O aeroporto da Pampulha tem condições técnicas para receber a aviação comercial, mas não a de instrução. Essas questões tem de ser verificadas. Além disso, a posse da área é da Secretaria de Patrimônio da União e são eles que devem definir a próxima finalidade”, explica.

Taís Novaes, representante do Coletivo Noroeste chama a atenção para a importância da mobilização social em torno da destinação da área do aeródromo e aponta as duas principais reivindicações do coletivo. “Nossa região é a mais adensada de BH e já temos enfrentamos problemas de umidade e infiltração de água no solo. Nossa luta é para que seja feito um parque, uma área verde e equipamentos culturais, outra grande carência da nossa regional”, ressalta. O Aeroporto Carlos Prates tem cerca de 580 mil metros quadrados, o equivalente a mais de três vezes a área do Parques Municipal Américo Renee Gianetti.

Para a vereadora Duda Salabert (PDT), a indefinição do destino da área do Carlos Prates a situação é preocupante. “É uma falta de respeito com os moradores da Região Noroeste e, sobretudo, com Belo Horizonte. O prefeito Alexandre Kalil tem que articular com o governo federal uma definição. A partir daí, iremos debater qual o melhor uso público e social”, afirma.

Por meio de nota, a administração municipal limitou-se a responder que o terreno do aeroporto Carlos Prates é de responsabilidade do governo federal.



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