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Pesquisa da Fundação Ipead aponta alta nos preços em novembro em Minas Gerais

A Fundação Ipead, da Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgou pesquisa de preços relativa ao mês de novembro. Dois pontos chamam a atenção: a expectativa de compras para o Natal e o preço recorde da cesta básica.

Confira os destaques do estudo

  • Neste período foi realizada uma pesquisa especial sobre a pretensão de compra para o Natal, que mesmo diante do ano de pandemia, se mostrou estar mais aquecido que o ano de 2019 devido ao aumento de 3,81% na intenção de presentear e a alta de 33,22% no valor do tíquete médio por presente;

  • Após a estabilidade observada no mês de outubro, o Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC-BH), apresentou alta de 1,93% no mês de novembro. No entanto, vale destacar que o índice ainda permanece bem abaixo dos 50 pontos, nível que separa o pessimismo do otimismo;

  • A inflação acumulada nos últimos 12 meses permaneceu acima da meta de 4% definida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2020, sendo igual a 4,86% em novembro;

  • O custo da cesta básica apresentou a quarta alta consecutiva em novembro/2020 (%), custando R$ 553,24 no mês. Os principais responsáveis por essa elevação foram o tomate santa cruz (36,67%), a batata inglesa (42,78%) e a carne chã de dentro (4,34%);

  • A cesta básica apresenta uma variação acumulada de 33,53% nos últimos 12 meses, aproximadamente sete vezes maior do que a inflação.

Cesta básica O custo da cesta básica, que representa os gastos de um trabalhador adulto com a alimentação, apresentou variação positiva de 6,23%, entre outubro e novembro de 2020. O valor da cesta em novembro/20 foi de R$ 553,24, equivalente a 52,94% do salário mínimo. O valor recorde é de R$ 139 a mais que o observado em novembro do ano passado. Compras de Natal A maioria dos entrevistados, 67,76%, pretende presentear alguma pessoa no Natal, seguindo o mesmo padrão dos últimos anos. Dentre esses consumidores que pretendem presentear, observou-se que 69,85% pretendem gastar um valor acima de R$ 50, em média, com cada presente. O valor médio dos presentes subiu de R$ 83,97 para R$ 111,86 neste ano. A maior parte dos consumidores (69,85%) que pretende presentear anunciou que gastará, neste ano, valor igual ou inferior ao que gastou no ano passado. Para o comércio, mesmo diante do ano de pandemia, é possível esperar movimento superior ao do ano de 2019, devido ao aumento no valor do tíquete médio por presente, alta de 33,22%, e o aumento no percentual de consumidores que pretendem presentear alguma pessoa no Natal.


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