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Preço da carne cai na Grande BH, mas ainda é mais alto que antes da pandemia

O preço médio das carnes em Belo Horizonte e Região Metropolitana mantém a queda nos últimos dois meses, em meio ao embargo da exportações de carne bovina para a China, mas ainda segue em um patamar mais elevado do que o do período anterior à pandemia, segundo levantamento do site Mercado Mineiro, em 39 estabelecimentos.

O quilo do acém, por exemplo, registrou queda de 7% desde meados de outubro e, agora, em média, sai a R$ 29,25, preço similar ao de novembro de 2020. Por outro lado, em janeiro do último ano, a carne era quase 27% mais barata e o quilo custava, em média, R$ 21,40.

“Os preços ainda estão muito distantes da realidade do brasileiro, mas os aumentos pelo menos deram uma estancada, o que é motivo de comemoração. Ainda há muito espaço para queda, porque o consumidor de hoje não tem o mesmo poder de compra do consumidor de janeiro de 2020”, avalia o administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu.

A variação entre os preços cobrados por cada estabelecimento também tem se acentuado desde o último ano. A diferença do valor do quilo da fraldinha, por exemplo, alcança quase 325%: a um preço médio de R$ 34,30, ela custa desde R$ 19,99 em um açougue no Centro de BH a R$ 84,95 em um estabelecimento na região Leste - as variações, ressalta Abreu, também devem-se à diferente qualidade do produto vendido em cada local.

Na contramão das demais carnes, a picanha ficou mais cara no último mês, com alta de 2,3%: o quilo passou de R$ 59,81 para R$ 60,89, em média. Em comparação ao início de novembro de 2020, quando ela custava R$ 54,16, o valor da carne aumentou 12,4%. Em janeiro de 2020, a carne era R$ 47,02, preço 22,7% menor que o atual.

O preço das carnes em cada local pode ser comparado no site.

Embargo da China contribui para diminuição

O embargo de exportações de carne bovina para a China, que se arrasta desde setembro deste ano, contribui para a redução dos preço nos açougues de BH e região, avalia o administrador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu. “Caso a China volte a importar, vamos ver a carne subindo mais no final do ano”, diz ele.

Em outubro, a exportação para os chineses, maiores compradores de carne bovina brasileira, caíram 43%, em relação ao mesmo período de 2020, segundo a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo). Mesmo com queda de 2,4% do volume exportado no acumulado do ano, o faturamento do setor cresceu 16%, dado os preços no mercado internacional.

“A queda do preço da carne bovina acaba puxando a queda da carne de porco e da carne de frango também. A carne de frango caiu menos porque o consumo ainda está alto, já que é a salvação para o consumidor”, pondera Abreu, do Mercado Mineiro. O quilo de filé de peito de frango, por exemplo, caiu de R$ 19,12 para R$ 18,90 entre outubro e novembro, queda de 0,84%.




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