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Preço do etanol cai 1,79%, mas gasolina não para de subir na Grande BH

Enquanto o preço do etanol apresenta uma leve queda nas bombas, o valor pago pelo litro da gasolina nos postos de combustíveis de Belo Horizonte e região metropolitana não para de subir. Uma pesquisa feita pelo site Mercado Mineiro, em 145 estabelecimentos comerciais, mostra que o preço médio do etanol caiu 1,79% (R$ 0,08), em comparação com 1º de julho, passando de R$ 4,31 para R$ 4,24.

Mesmo com essa pequena redução, o etanol ainda está muito caro em relação ao início do ano. O preço médio de janeiro até agora subiu 31,96%, com o valor médio que era de R$ 3,21 para os atuais R$ 4,24.

“O etanol teve uma queda, mas ainda está muito caro referente ao que era em janeiro. E o preço subiu de janeiro até agora quase 32%. Hoje, o etanol equivale a 72% do valor da gasolina, então ele ainda não é viável. O ideal seria que ele fosse abaixo de R$ 4,00 o preço médio para que ele se tornasse de vez viável para o bolso do consumidor, nesse momento difícil de aumento de preço da gasolina”, avalia o economista Feliciano Abreu, diretor do site Mercado Mineiro.

Já o valor médio da gasolina comum subiu 1,34%, saltando de R$ 5,80 para R$ 5,88. O aumento acumulado de janeiro até agora é de 26,54% (R$ 1,23). A pesquisa apontou que o menor preço encontrado da gasolina comum na capital foi R$ 5,66, na região Noroeste, e o maior R$ 6,29, na região Centro-Sul, com uma variação de 11,21%.

“A gasolina subiu oito centavos na região metropolitana de BH, o menor preço é de R$ 5,66. A diferença entre o menor e o maior valor é muito pequena de 11,21%. Hoje, não vale a pena o consumidor atravessar a cidade ou ir em um posto distante para abastecer seu veículo”, diz Abreu.

Já o menor preço do etanol encontrado entre os postos pesquisados foi de R$ 4,05, na região Noroeste, e o maior de R$ 4,99, na região Centro-Sul, com uma variação de 23,31%.

No caso do diesel, o menor preço encontrado para o litro do diesel S10 foi de R$ 4,38 e o maior de R$ 4,99, uma diferença de 13,90%. De janeiro a julho, o aumento acumulado do combustível é de 22% (R$ 0,85), o preço médio que era R$ 3,84 foi para R$ 4,69.

Para Feliciano Abreu essas constantes variações de preço dos combustíveis mostram que o consumidor tem que continuar pesquisando. “Não pode desanimar. A pesquisa é a resposta que o consumidor dá nas bombas, por isso que ele deve abastecer somente o necessário e se possível evitar andar de carro. Se possível, a gente sabe que isso é muito difícil dependendo da profissão do consumidor”, conclui.




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