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Prefeitura amplia exigência de vacinação contra febre amarela em parques municipais em BH

Mais 15 parques de Belo Horizonte passaram a exigir a imunização contra a febre amarela para liberar a visitação dos moradores. A medida já começou a valer e, conforme a prefeitura, é adotada para evitar o contágio da doença na cidade.

Até então, apenas duas áreas verdes, o Pio Sobrinho e o Jacques Cousteau, solicitavam o cartão de vacinação. Mas a exigência foi ampliada no município já que os parques são territórios de preservação de áreas silvestres.

A prefeitura explicou que nos dois parques é necessário que o visitante, obrigatoriamente, mostre o comprovante de imunização, com pelo menos 10 dias de antecedência, para entrar nos espaços.

Nos demais parques afetados pela nova determinação, como Mangabeiras, Serra do Curral e Burle Marx, o cartão não é obrigatório, mas o visitante que não tiver o documento terá que assinar um documento atestando estar imunizado. Menores de 9 meses, por não poderem ser imunizados contra a doença, não podem acessar nenhum dos parques.

“Em alguns espaços, a imunização já era exigida e, com o fim dos agendamentos para as visitas, estamos estendendo a outros nos quais é possível esse controle. É uma ação preventiva e que contribuirá para a conscientização da população sobre a importância da vacinação”, explica o presidente da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB), Sérgio Augusto Domingues.

A vacina contra a febre amarela está disponível nos Centros de Saúde durante todo o ano. Em BH, a cobertura vacinal está em 95%.


Parques que exigem o cartão de vacinação contra febre amarela

- Parque Aggeo Pio Sobrinho; - Parque Jacques Cousteau.


Parques que exigem o cartão de vacinação contra febre amarela ou preenchimento de termo declarando que já encontra-se imunizado (há pelos menos 10 dias):

- Parque Ecológico Roberto Burle Marx; - Parque Municipal das Mangabeiras; - Parque da Serra do Curral; - Parque Ecológico Renato Azeredo; - Parque Real; - Parque Ecológico e de Lazer do Bairro Caiçara; - Parque Nossa Senhora da Piedade; - Parque Primeiro de Maio; - Parque do Bairro Havaí (Estrelinha); - Parque do Conjunto Estrela Dalva; - Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rego(PEP); - Parque Municipal Fazenda Lagoa do Nado; - Parque Ecológico Universitário; - Parque Ecológico Vencesli Firmino da Silva; - Parque Elias Michel Farah; - Parque Municipal Américo Renné Giannetti (Temporariamente fechado).

Esquema vacinal da febre amarela

• Crianças, ao completarem 9 meses de vida, devem tomar uma dose; • Crianças, ao completarem 4 anos de idade, devem tomar a dose de reforço; • Pessoas de 5 a 59 anos de idade, não vacinadas ou sem comprovante de vacinação, devem tomar uma dose; • Pessoas que receberam apenas uma dose da vacina antes de completarem 5 anos de idade devem tomar uma dose de reforço.

Casos em BH

De acordo com a prefeitura, não há casos de vírus de febre amarela em humanos na cidade. Neste ano, até o momento, um macaco foi confirmado com a doença.

A PBH destacou que macacos não transmitem febre amarela aos humanos. Os animais são bioindicadores da presença do vírus naquela região, permitindo que a prefeitura adote as medidas preventivas e de controle a fim de evitar a propagação do vírus.

Neste ano, um primata foi encontrado morto nas proximidades dos parques Jacques Cousteau e Aggeo Pio Sobrinho, ambos na região Oeste de BH. “As ações de zoonoses foram intensificadas em um raio de 200 metros, de forma a eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti que, em ambiente urbano, pode transmitir a doença. Além disso, cerca de 300 imóveis foram vistoriados”, pontua.

O vírus não é transmissível do macaco para o ser humano, mas a partir da picada do mosquito.




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