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Romeu Zema coloca todo o estado na "onda roxa" do Minas Consciente a partir desta quarta (17)


O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), confirmou, em entrevista coletiva nesta terça-feira (16) que vai impor ao Estado a onda roxa, mais restritiva do Minas Consciente, durante 15 dias, diante do crescimento de casos do novo coronavírus.

Só poderão funcionar os serviços essenciais e há toque de recolher entre 20h às 5h, além da implantação de barreiras sanitárias. Quem circular pelas ruas está sujeito a fiscalização das forças de segurança e precisa justificar o porquê de estar fora de casa. Sequer encontros de pessoas da mesma família, mas que vivem em casas diferentes, são permitidos.

"Com o advento da segunda cepa, tivemos um grande aumento no número de casos e óbitos. Essa situação não é exclusividade de Minas ou do Brasil, mas ocorre em vários países do mundo. Chegamos num ponto em que o nosso sistema de saúde entrou em colapso, mais pessoas procuram os nossos hospitais do que nós temos capacidade de atendimento", declarou o governador de Minas Gerais. "Começamos a assistir cenas de horror, pessoas clamando por atendimento e não temos vagas nas unidades de saúde. É isso q quermos em Minas? Ver as pessoas morrendo na rua? Tenho certeza que essa não é a opinião do povo mineiro", completou

"Não temos outra alternativa a não ser eliminarmos colocarmos um teto no número de casos e a única medida conhecida até hoje são a vacinação, que está em passos lentos, e o isolamento social. Estamos sendo obrigados a optar por continuarmos vivendo como se nada tivesse acontecendo ou termos o isolamento para salvarmos muitas vidas, e eu sou favorável a salvar vidas", disse.

Zema reforçou que o Estado dobrou a quantidade de leitos de UTI e de enfermaria e que ainda há margem para ampliação estrutural. O funcionamento desses eventuais leitos, porém, depende da contratação de mais profissionais de saúde, o que já não é possível neste momento devido à exaustão desses trabalhadores, segundo Zema.

Até então, cinco das 14 regiões do Estado já estavam na onda roxa. Mesmo nelas, a taxa de distanciamento social não chega a 45%, segundo o painel de monitoramento da SES-MG. A média do isolamento em Minas é de quase 39% atualmente, a mais baixa pelo menos desde julho de 2020.

Em sua primeira coletiva de imprensa como secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Bacheretti reforçou que pessoas com sintomas gripais não devem circular neste momento. "É importante nós pedirmos para que quem tiver sintomas não circule. Não vamos achar que o nariz escorrendo é uma sinusite. Não vamos achar que a dor de cabeça é uma enxaqueca. Está circulando uma nova cepa. Esse vírus parece um resfriado comum. Depois, vira uma gripe forte. Depois, uma pneumonia. E todos sabem o desfecho", disse.



Veja quais atividades podem funcionar na onda roxa em Minas

Veja quais são os serviços que poderão funcionar, seguindo os protocolos sanitários, durante os 15 dias de restrição:

I – setor de saúde, incluindo unidades hospitalares e de atendimento e consultórios;

II – indústria, logística de montagem e de distribuição, e comércio de fármacos, farmácias, drogarias, óticas, materiais clínicos e hospitalares;

III – hipermercados, supermercados, mercados, açougues, peixarias, hortifrutigranjeiros, padarias, quitandas, centros de abastecimento de alimentos, lojas de conveniência, lanchonetes, de água mineral e de alimentos para animais;

IV – produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados;

V – distribuidoras de gás;

VI – oficinas mecânicas, borracharias, autopeças, concessionárias e revendedoras de veículos automotores de qualquer natureza, inclusive as de máquinas agrícolas e afins;

VII – restaurantes em pontos ou postos de paradas nas rodovias;

VIII – agências bancárias e similares;

IX – cadeia industrial de alimentos;

X – agrossilvipastoris e agroindustriais;

XI – telecomunicação, internet, imprensa, tecnologia da informação e processamento de dados, tais como gestão, desenvolvimento, suporte e manutenção de hardware, software, hospedagem e conectividade;

XII – construção civil;

XIII – setores industriais, desde que relacionados à cadeia produtiva de serviços e produtos essenciais;

XIV – lavanderias;

XV – assistência veterinária e pet shops;

XVI – transporte e entrega de cargas em geral;

XVII – call center;

XVIII – locação de veículos de qualquer natureza, inclusive a de máquinas agrícolas e afins;

XIX – assistência técnica em máquinas, equipamentos, instalações, edificações e atividades correlatas, tais como a de eletricista e bombeiro hidráulico;

XX – controle de pragas e de desinfecção de ambientes;

XXI – atendimento e atuação em emergências ambientais;

XXII – comércio atacadista e varejista de insumos para confecção de equipamentos de proteção individual – EPI e clínico-hospitalares, tais como tecidos, artefatos de tecidos e aviamento;

XXIII – de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas;

XXIV – relacionados à contabilidade;

XXV – serviços domésticos e de cuidadores e terapeutas;

XXVI – hotelaria, hospedagem, pousadas, motéis e congêneres para uso de trabalhadores de serviços essenciais, como residência ou local para isolamento em caso de suspeita ou confirmação de covid-19;

XXVII – atividades de ensino presencial referentes ao último período ou semestre dos cursos da área de saúde;

XXVIII – transporte privado individual de passageiros, solicitado por aplicativos ou outras plataformas de comunicação em rede.

Segundo a deliberação que define as atividades permitidas na onda roxa, além de seguir os protocolos sanitários, os estabelecimentos devem priorizar o funcionamento interno e a prestação dos serviços na modalidade remota e por entrega de produtos.


Onda roxa em Minas Gerais terá barreiras, hotéis fechados e fiscalização da PM

A Polícia Militar de Minas Gerais vai intensificar suas ações de fiscalização, informou o Coronel Rodrigo Sousa, comandante da PMMG, em entrevista coletiva ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).

Ele citou as frequentes queixas de que a corporação tem demandado que a população procure as guardas municipais para denunciar casos de desrespeito ao isolamento social. "Vamos rever o 190 e nos ajustar para atender a população mineira e mais uma vez colocar a Polícia Militar pela vida. Estamos refazendo nossos protocolos, vamos ter blitze em todos os municípios, mesmo nos pequenos. Onde não tem guarda municipal, vamos estar sendo mais protagonistas e, onde há, vamos estar atuando junto", disse o coronel.

Ele também lembrou que medidas fiscalizatórias serão impostoas. "É simples e claro: já temos leis para isso, vamos atuar em apoio à fiscalização, mas resumindo a pessoa precisa obedecer e seguir, temos toda legislação prevista e vamos aplicá-la, conforme essa medida drástica", declarou. "Chegamos no limite do limite: melhor conduzir uma pessoa por desobediência do que registrar depois que ela não foi atendida (em hospitais). Acabou", declarou o comandante da Polícia, ao lembrar dos crimes de desobediência e desacato. "A polícia vai ser fime", finalizou.

O secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Bacheretti, também explicou que haverá barreiras sanitárias entre os Estados e que o serviço de turismo está proibido, já que hotéis não podem funcionar na onda roxa (a exceção é para receber profissionais da saúde e para as próprias equipes). "Nessas barreiras sanitárias, vamos ver se as pessoas estão indo para os serviços essenciais e, se não, serão notificadas a retornar", disse. No entanto, os serviços aéreo e rodoviário seguem sem mudança.


Zema estuda criar auxílio emergencial em MG para comerciantes durante restrições

Romeu Zema afirmou, em coletiva na manhã desta terça-feira (16), que o governo estuda uma forma de compensação para os empresários afetados pelas restrições da onda roxa do Minas Consciente.

"Da mesma forma que ocorreu em 2020, está previsto, sim, para este momento difícil, algum tipo de compensação para aquelas pessoas e atividades que vierem a ser afetadas", afirmou.

Zema citou o novo auxílio emergencial do governo federal e disse que, em Minas, pediu à Secretaria de Fazenda que avalie o que é possível fazer para ajudar as empresas, em especial as micro e pequenas empresas.

O governador lembrou que o Estado conseguiu aprovar um novo Refis para os empresários mineiros e disse que BDMG também poderá auxiliar. "E estamos aguardando o programa de manutenção de empregos por parte do governo federal", completou.

Além disso, Zema afirmou que pediu para a Cemig e para a Copasa a criação de um procedimento especial por quem for prejudicado no momento, com foco nas pessoas "que estarão com dificuldade de arcar com seus compromissos".


Governador diz que está tentando trazer cinco vacinas contra o coronavírus para Minas

Romeu Zema (Novo) afirmou que Minas Gerais está em busca de cinco vacinas para conter a disseminação do novo coronavírus no Estado. "Estamos sim, correndo atrás de cinco vacinas Pfizer, AstraZeneca e Coronavac, Janssen e Sputnik. Se esses laboratórios fornecerem para Estados e municípios, a vacina vai chegar pra Minas Gerais", afirmou.

O governador complementou que está tentando trazer 20 milhões de doses para o Estado e que seria suficiente para imunizar todos os mineiros. "Estamos negociando a compra de 20 milhões de doses, o que é suficiente para imunizar todos os mineiros que não foram imunizados ou serão nas próximas campanhas. Todos os mineiros acima de 15 anos. Quero declarar que o povo mineiro pode dormir tranquilo de que estado A, B ou C receberá vacina, mas Minas não. Tudo que está ao nosso alcance para compra de vacina está sendo feito. A vacina vai chegar ou por Ministério da Saúde ou por compra nossa", complementou o governador.

Zema ressaltou que a vacinação está acelarada, mas ainda não é insuficiente para conter a doença que só pode ser minimizada ou com imunização ou com isolamento social.



Governo de Minas proíbe jogos de futebol de outros Estados em território mineiro

O governo de Minas proibiu a realização de partidas de futebol de outros Estados nos limites mineiros. Governador Romeu Zema anunciou que todo o Estado de Minas Gerais entra na onda roxa do Minas Consciente a partir desta quarta-feira (17).

"Seria muito incoerente a gente tomar uma medida tão dura, tão restrititva como essa que estamos tomando no Estado e permitir e permitir que jogos de outros Estados acontecessem aqui em Minas Gerais, lembrando que, na onda roxa, os hotéis não podem receber turistas. Fica inviável o recebimento de jogos de outros Estados na onda roxa. Por definição, ela não vai permitir essa circulação. Na circulação entre Estados, as barreiras sanitárias vão aboradar se estão indo para serviçoes essenciais ou não", ressaltou o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti.

Minas Gerais tem cinco jogos de outros Estados marcados para cidades mineiras nos próximos dias. Nesta terça-feira (16), ainda fora do início das restrições (que começa nesta quarta 17), acontecem duas partidas da Copa do Brasil Sub-20 entre Trem-AP x Avaí, às 15h, e Real Ariquemes-RO x Náutico, às 20h30, ambas no Sesc Venda Nova, em BH.

Na quarta-feira, às 15h30, será disputado no estádio Dilzon Melo, em Varginha, a partida entre Marília e Criciúma, pela primeira fase da Copa do Brasil. Na quinta-feira, às 19h, o estádio Independência recebe o duelo entre São Bento e Palmeiras, pelo Campeonato Paulista. "A onda roxa é obrigatória. Todo município precisa, sim, aderir à recomendação. Dessa forma, o futebol não poderá funcionar, pela obviedade do momento e de hotéis não poderem funcionar", reformou o secretário Fábio Baccheretti.

Sobre o Campeonato Mineiro, Baccheretti não deu uma definição, embora se coloque contrário à realização das partidas. "Nós realmente consideramos incoerente a manutenção de qualquer tipo de jogo. Iremos discutir com as federações para achar alguma conclusão sobre isso. O jogo não é só a estada do jogador em campo e os riscos sanitários para isso. Vamos avaliar ao longo do dia sobre isso", ressaltou o secretário.







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