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SES-MG recomenda que municípios utilizem todas as vacinas para aplicação da 1ª dose

As vacinas contra a Covid-19 recebidas por Minas Gerais na 8ª e na 9ª remessas deverão ser usadas integralmente para aplicação da primeira dose, sem a reserva para a segunda dose.

A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde nesta segunda-feira (22) e atende a recomendações do Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. Segundo a SES-MG, foi feita retificação na nota informativa distribuída às Unidades Regionais de Saúde e municípios no último dia 20. A 8ª remessa de vacinas, recebida na última quarta-feira (17) com 509,8 mil doses, já foi distribuída aos municípios. Em relação à 9ª remessa, recebida em 20 de março com mais de 542 mil doses, o governo divulgará, a partir desta quarta-feira (24), a quantidade de doses que serão enviadas a cada cidade.


BH analisa determinação

A Prefeitura de Belo Horizonte alegou que já recebeu o comunicado, mas ainda analisa a nova estratégia do MS. Até o momento, a capital mineira recebeu 411.920 doses dos imunizantes, destinados aos trabalhadores da saúde, idosos com 77 anos ou mais, além de moradores e profissionais das casas de repouso. Desse total, 350.550 foram distribuídas aos centros de vacinação e 267.920 aplicadas – foram 190.304 na primeira dose e 77.616 na segunda. Atualmente, pouco mais de 7% da população foi imunizada. Para a reserva da segunda dose, seguem armazenados na capital 61.370 vacinas.

Nesta semana, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou a vacinação de pessoas com 76 anos nos 152 centros de saúde de BH, postos extras e também nos três drive-thru. Entre os idosos, 101.522 pessoas receberam a primeira dose. Para a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, o intervalo entre as doses deve ser de 14 a 28 dias, o que garante 100% de eficácia contra casos graves da doença. Já para a vacina de Oxford/Astrazeneca, a segunda dose deve ser aplicada entre quatro e 12 semanas.

Especialista pede atenção com a CoronaVac

Para o infectologista e membro do comitê de enfrentamento à Covid-19 em Belo Horizonte, Carlos Starling, é preciso ter atenção com a vacina produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, por conta do intervalo menor para aplicação da segunda dose. "Caso o Ministério da Saúde garanta que vai enviar essas doses, não há problema em usar a reserva. A questão é ter confiança na pasta, que condutas na produção ou distribuição muito erráticas", enfatizou.

Apesar da situação, o especialista acredita que o ritmo de entrega de imunizantes deve aumentar nas próximas semanas. "Acredito que daqui para frente essas entregas vão ficar mais regulares e em quantidades maiores, o que é muito bom. Essa é uma das poucas saídas que temos para a pandemia, e enquanto o número não for suficiente, teremos que seguir com restrições, distanciamento social, uso de máscaras", argumentou.

Conforme Starling, o risco de não garantir a segunda dose está relacionada à eficácia da vacina. "Não se perde a dose que foi dada, ela é válida, entretanto não atinge o percentual de proteção necessário", finalizou.




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