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SES/MG suspende cirurgias eletivas em 307 cidades de Minas para evitar colapso da rede

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) determinou a suspensão de cirurgias eletivas, aquelas consideradas não essenciais, em hospitais das redes pública e privada, conveniada com o Sistema Único de Saúde (SUS) em sete das 14 macrorregionais de saúde do Estado. São elas: Centro, Jequitinhonha, Leste do Sul, Noroeste, Triângulo do Norte, Triângulo do Sul e Vale do Aço, totalizando 307 municípios.

Exceto a macrorregião do Vale do Aço, todas as outras afetadas pela medida estão na onda Vermelha do plano Minas Consciente, o que significa o funcionamento mais restritivo das atividades comerciais.

"Além dos indicadores do plano Minas Consciente, a gente acompanha os indicadores da disponibilidade de medicamentos e dependendo do parâmetro de cada indicador, naquele momento, pode ocorrer o que aconteceu com o Vale do Aço. Desde a semana passada, o número de medicamentos e a nota que a região recebeu neste indicador específico, que tem peso maior que os outros, levou à suspensão das cirurgias", explica o chefe de gabinete da SES-MG, João Pinho.

A determinação é uma ação preventiva para evitar o esgotamento da rede pública de assistência e será revista em 15 dias. São considerados a cobertura de medicamentos, capacidade de atendimento, incidência e velocidade do avanço da Covid.

A medida não se aplica ao paciente cardíaco ou oncológico de maior gravidade. Nesses casos, segundo a SES/MG, cabe ao médico atestar que o atraso do procedimento poderá aumentar o risco de mortalidade. “Há algum tempo a secretaria vinha recomendando a suspensão das eletivas, mas agora entendemos que deveríamos suspender dado o momento da pandemia”, concluiu Pinho.

Ainda de acordo com a pasta, o estado tem, ao todo, 4.057 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e a média de ocupação da rede está em 70,80%, até esta segunda-feira (15).

A secretaria explica ainda que, desde outubro, a Rede de Saúde Pública vem sofrendo impactos por causa de uma série de feriados seguidos, festas de fim de ano, pessoas circulando mais, ao mesmo tempo em que foram registrados, simultaneamente, a queda do isolamento e o relaxamento nas medidas de proteção, o que reflete diretamente no crescimento da ocupação de leitos de UTI e enfermaria por conta da pandemia de Covid-19.

Confira a taxa de ocupação de UTIs nas áreas afetadas:

Centro: 77,64%

Jequitinhonha: 56,06%

Leste do Sul: 73,98%

Noroeste: 71,84%

Triângulo do Norte: 94,09%

Triângulo do Sul: 63,81%

Vale do Aço: 61,40%




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