• Adriana Valadares

Trinta novas possíveis vítimas da Backer vão passar por perícia a partir desta semana


São pessoas que reclamaram diretamente na delegacia que vão passar por perícias médicas e, posteriormente, poderão ser ouvidas pela Polícia Civil. Estas pessoas não estão no inquérito apresentado na semana passada, quando foram indicadas 29 vítimas, sendo sete fatais, que foram intoxicadas por dietilenoglicol, que vazou por um furo de 1,5 milímetros no sistema de refrigeração da Backer e contaminou a cerveja.

Os pesquisadores do Instituto de Criminalística usaram como parâmetro uma intoxicação que aconteceu em 1992, na Argentina e fez 29 vítimas. Quinze delas morreram porque ingeriram 11 mililitros de dietilenoglicol. Na cerveja Belorizontina, da Backer, a quantidade encontrada em cada garrafa foi de 6 mililitros.

Em seis meses, a polícia descobriu como ocorreu o vazamento no tanque 10. Foi colocada uma substância, tipo corante, na bomba e foi possível verificar que havia vazamento da tubulação de resfriamento para o tanque.

A empresa diz que nunca comprou dietilenoglicol, que só compra monoetilenoglicol puro. Para a polícia civil, o fato de a substância ser monoetilenoglicol ou dietilenoglicol é irrelevante no inquérito, porque as duas são tóxicas e causam efeitos semelhantes nas vítimas. Dos 11 indiciados, 10 estão diretamente ligados à Backer. Quatro engenheiros, um químico, um bioquímico e um agrônomo. Vão responder por homicídio, lesão corporal e contaminação de produto alimentício. Os três donos foram indiciados por descumprir ordens de retirar a cerveja do mercado e de avisar os consumidores sobre o risco oferecido pelo produto. Eles não foram autuados por homicídio culposo porque não participavam da rotina da cervejaria.




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